segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Proibido estacionar motocicleta no quintal da sua casa

Nesta segunda-feira, dia 31/01 tinha uma motocicleta estacionada próxima de uma grande árvore e do vestiário masculino do Tênis no Fluminense. Era uma motocicleta Drag Star, cor ‘vermelho’ metálico, com banco ‘preto’ (‘vermelho’ e ‘preto’?) e placa KYO 1507, por volta das 16:00 hs.

Até aí, nada de mais. O problema é que próximo de onde a motocicleta está estacionada – mais ou menos dois metros – existe uma placa com os seguintes dizeres: “PROIBIDO ESTACIONAR MOTOCICLETAS”. E segundo informações, não é a primeira vez que esta motocicleta fica estacionada próxima da placa com os seguintes dizeres: “PROIBIDO ESTACIONAR MOTOCICLETAS”.

Então, pelo visto, “NO NOVO FLUMINENSE AS PLACAS INFORMATIVAS NÃO SIGNIFICAM NADA”!!!!! As placas existem só para inglês ver??? Pode ser que a motocicleta seja de propriedade de algum grande “fidalgo tricolor”, que ainda não sabe que, "HOJE EM DIA OS TEMPOS SÃO OUTROS".

“TALVEZ O PROPRIETÁRIO DA MOTOCICLETA ACREDITE QUE AS LEIS E REGRAS – DE UM PAÍS OU DE UM CLUBE – SÓ DEVEM VALER PARA OS OUTROS E NÃO PARA TODOS”. Talvez o proprietário (a) da motocicleta estacionada no Fluminense, em local indevido, seja do tipo de gente que ainda demonstra todo seu conservadorismo com frases do tipo, “VOCÊ SABE COM QUE ESTÁ FALANDO” ou “PONHA-SE NO SEU LUGAR”. E que pode fazer o que bem entender e aonde quiser.

E talvez por isso, o proprietário (a) da motocicleta estacionada no Fluminense, em local indevido, pense que pode estacionar em qualquer local, como se fosse “O QUINTAL DA SUA CASA”. Não pode, não!!! Agora, o nosso Clube está sob administração do “NOVO FLUMINENSE”. Mesmo que o "NOVO" seja só no nome.

Saudações Tricolores

"Um minuto de silêncio" em homenagem ao tricolor Raphael de Almeida Magalhães

Raphael de Almeida Magalhães, advogado, 80 anos, faleceu na noite do último sábado em sua casa no Alto da Boa Vista. Raphael de Almeida Magalhães foi Vice-governador no governo de Carlos Lacerda (1960-1965). Raphael de Almeida Magalhães era chamado pelo jornalista Hélio Fernandes de, “o dono do governo Lacerda”.

Apaixonado por futebol e pelo nosso Fluminense, Raphael de Almeida Magalhães esteve sempre acompanhando de perto o mundo da bola. Em determinadas épocas, Raphael de Almeida Magalhães era presença certa nos estádios de futebol torcendo pelo nosso querido Fluminense. E seu talento jogando futebol de maneira informal era conhecido por muitos que lhe eram próximos. Raphael de Almeida Magalhães foi Vice-presidente de Futebol do Fluminense na gestão do presidente Sylvio Kelly dos Santos.

Personagem de grandes eventos sociais e políticos nos anos 60, 70 e 80, Raphael de Almeida Magalhães sempre contribuiu para elevar o nome do nosso querido Fluminense.

Raphael de Almeida Magalhães foi Ministro da Previdência no governo do ex-presidente José Sarney, durante 1986 e 1987. Atualmente, fazia parte da equipe de conselheiros do grupo EBX, do empresário Eike Batista. Foi Raphael de Almeida Magalhães quem aproximou Eike Batista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que valeu altos dividendos de prestígio e trânsito ao empresário.



Veja o vídeo com imagens de Raphael de Almeida Magalhães como Vice de Futebol do Fluminense:
http://www.youtube.com/watch?v=Y8LKFX2_SiI

domingo, 30 de janeiro de 2011

SYLVIO KELLY PRESIDENTE - "30 ANOS"

No dia 30 de janeiro de 1981há exatos 30 anos – tomava posse como presidente do Fluminense Football Club, o Dr° SYLVIO KELLY DOS SANTOS. Era o ponto alto de uma trajetória que havia se iniciado no dia 3 de março de 1945, quando entrou para o quadro social do Fluminense junto com seu irmão MÁRVIO KELLY DOS SANTOS.

1950 - Sylvio Kelly dos Santos, ainda aspirante, após vencer uma prova dos 800 metros
Sylvio Kelly dos Santos associou-se ao Fluminense com apenas 8 anos de idade e se tornou um atleta quase perfeito, proporcionando inúmeros títulos ao Clube na natação  e water pólo. Sylvio Kelly dos Santos, carioca e criado nas Laranjeiras.

Em 1946, Sylvio Kelly dos Santos alcançou a categoria de sócio-atleta, pois já competia na natação infanto-juvenil e despontava como um dos destaques do Fluminense nas provas de longa distância. Em 1951, começou a disputar water polo, esporte em que se destacou ao conquistar os títulos de Campeão Carioca, Brasileiro, Sul-Americano, Mundial Universitário e o terceiro lugar no Pan-Americano. Sylvio Kelly dos Santos participou das Olimpíadas de Helsinque,em 1952, e Melbourne, em 1956, além do Pan-Americano do México (1955).
1949 - Sylvio Kelly dos Santos, Ana Lucia Santa Ritta, Talita de Alencar Rodrigues, em companhia do técnico Helio Lobo.
Sylvio Kelly dos Santos é advogado desde 1958 e esta foi a única atividade profissional a que se dedicou. Casado com Lygia Kelly dos Santos desde 1973. E teve duas filhas, Cynthia e Sylvia. O primeiro cargo exercido no Fluminense foi o de Vice-presidente de Desportos Amadores, na gestão de Francisco Horta. Voltou como Vice-presidente Jurídico na gestão de Silvio Vasconcellos. Sua atividade política iniciou-se, em 1959, quando foi convidado e aceitou o cargo de diretor da CBDU (Confederação Brasileira de Desportos Universitários). Eleito presidente da CBDU em 1960, organizou o Mundial de 1963, em Porto Alegre. Em 1961, torna-se Conselheiro Nato do Fluminense e então passa a dedicar-se também a política do Fluminense.

Sylvio Kelly era amigo fiel e aliado político no esporte do Dr° João Havelange, ex-presidente da FIFA. Sylvio Kelly e João Havelange fizeram parte do histórico time de water polo do Fluminense que permaneceu invicto 104 jogos, entre dezembro de 1951 e janeiro de 1962.
1981 - O Presidente do Fluminense, Sylvio Kelly dos Santos em seu escritório, ao fundo a Bandeira do Fluminense e na parede um quadro com a foto de João Coelho Netto, o nosso saudoso Preguinho
Um fato marcante aprofundaria de vez a amizade entre Sylvio Kelly e João Havelange. Certa vez, Sylvio Kelly encontrou-se num verdadeiro dilema, entre participar do Campeonato Sul-Americano, em Viña Del Mar, no Chile, e fazer o vestibular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em datas que coincidiam. Entre nadar e tentar a faculdade, Sylvio Kelly preferiu a PUC.
A preferência de Sylvio Kelly pela PUC levou o chefe da delegação brasileira pedir a intervenção de João Havelange. Sylvio Kelly foi chamado à CBD, onde encontrou um Havelange determinado. João Havelange estava decidido a levar Sylvio Kelly para o Campeonato Sul-Americano no Chile. João Havelange queria que Sylvio Kelly fosse para o Chile, pois acreditava que sem ele as chances de vitória se reduziriam. Mas, Sylvio Kelly estava firme na sua opção, já que para ele, em primeiro lugar estava o vestibular que representava sua vida profissional.
1981 - Sylvio Kelly recebendo abraços e cumprimentos

Entretanto, João Havelange não se dava por vencido diante da decisão do amigo e companheiro de natação. João Havelange prometeu a Sylvio Kelly que fosse e quando voltasse ele arranjaria um lugar para o amigo. Sylvio Kelly, não se sentiu em condições de ponderar com novas argumentações. Resignado pela perda de um ano inteiro de vida estudantil, Sylvio Kelly foi para o Chile. E o esforço acabaria sido em vão, pois Sylvio Kelly saiu das piscinas de Viña del Mar sem nenhuma medalha. Sylvio Kelly só tinha uma certeza ao voltar ao Brasil, que o vestibular da PUC já tinha terminado.
O esforço de Sylvio Kelly não teria sido em vão para João Havelange. João Havelange conseguiu para Sylvio Kelly uma prova de segunda chamada em Petrópolis, na PUC local. João Havelange convenceu Sylvio Kelly a fazer a prova em Petrópolis com a promessa que, se aprovado no ano seguinte transferiria Sylvio Kelly para o Rio de Janeiro. Sylvio Kelly foi para Petrópolis fez a prova e passou. Um ano depois, Sylvio Kelly cobrou a promessa de João Havelange querendo voltar para o Rio. E assim foi feito. Três anos depois, em 1958, Sylvio Kelly se formaria em Direito pela PUC do Rio.
1981 - Sylvio Kelly recebendo os cumprimentos das atletas do Fluminense.



Em 1978, o então presidente do Fluminense, Francisco Horta, encontrava dificuldades para entrar em acordo com os diversos grupos influentes do Fluminense para fazer seu sucessor. Incentivado por alguns companheiros da turma da natação, Sylvio Kelly se lança candidato sem avisar João Havelange. João Havelange já estava apoiando a candidatura de Silvio da Silva Vasconcellos. Sylvio Kelly já estava conseguindo conquistar alguns apoios importantes até encontrar-se com João Havelange. João Havelange argumentou que se Sylvio Kelly e Silvio Vasconcellos saíssem como candidatos, Francisco Horta tranquilamente ganharia com o candidato dele. João Havelange argumentou que Silvio Kelly e Silvio Vasconcellos dividiriam os votos. E que um dos dois desistisse e quem desistisse, Havelange apoiaria na próxima eleição. E Havelange acreditava que, como Sylvio Kelly era o mais novo, deveria retirar sua candidatura.
Sylvio Kelly desistiu e no final, resultou na vitória de Silvio Vasconcellos. Como foi combinado, Sylvio Kelly atuou por três anos como Vice-presidente Jurídico de Silvio Vasconcellos, aguardando a sua vez. Em 1981, também como fora combinado, Sylvio Kelly se lançou candidato, mas encontrou resistências entre algumas chamadas lideranças boas de voto. E começaram a chamá-lo de “piscineiro”, em referência às suas origens da natação. Procurado por algumas lideranças que não queriam Sylvio Kelly na presidência, João Havelange resistiu.
1978 - A srª Maria José Kelly dos Santos entre seus filhos, os grandes nadadores Sylvio e Márvio, beneméritos do Fluminense e glória da natação brasileira.

Em um encontro entre João Havelange e Sylvio Kelly, Havelange tentou mostra-lhe que estava difícil. Perguntou se Sylvio Kelly queria mesmo ser presidente. E Sylvio Kelly estava firmemente decidido.  E Havelange respondeu: “Então está bom. Você vai ser eleito”.
Os descontentes com o desfecho do encontro entre Sylvio Kelly e João Havelange, resolveram então trocar o candidato que queriam no lugar de Sylvio Kelly, José Gil Carneiro de Mendonça, por outro ilustre tricolor, Manoel Schwartz. Os descontentes com a candidatura de Sylvio Kelly, acreditavam que, com esta manobra, fariam João Havelange abandonar o barco de Sylvio Kelly. Foi quando Manoel Schwartz foi a Roma. Sylvio Kelly não sabia que Manoel Schwartz tinha ido a Roma conversar com Havelange, para tentar convencê-lo a mudar de lado. João Havelange, não só manteve sua posição como fez questão de relatar toda a conversa num telex para Sylvio Kelly, que pediu para usar o telex na campanha. E Sylvio Kelly teve a permissão concedida por João Havelange para usar o telex. Sylvio Kelly distribuiu dezenas de cópias do telex aos sócios do Fluminense e à imprensa carioca. Manoel Schwartz mesmo assim resolveu desafiar o poder de João Havelange.
1981 - Sylvio Kelly dos Santos e João Havelange, na solenidade de posse

E Havelange ainda enfatizaria que o que fosse preciso, Sylvio Kelly poderia contar com ele. A conversa de Manoel Schwartz com João Havelange foi tão ruim, que Havelange não queria que Sylvio Kelly apenas vencesse. João Havelange queria uma vitória de goleada, e estava disposto a se empenhar pessoalmente, até pagando viagem de eleitor do Fluminense que estivesse fora do Rio de Janeiro, para garantir a Sylvio Kelly uma votação consagradora. João Havelange queria dar uma surra e disse a Sylvio Kelly para levar ao Fluminense no dia da eleição, quem ele quisesse. O compromisso de João Havelange com a candidatura de Sylvio Kelly já vinha de três anos.   
O nome de Manoel Schwartz foi apresentado há 32 dias antes da eleição. Até então, a eleição de Sylvio Kelly parecia garantida, quando então a situação começou a se alterar e existir algum equilíbrio e até certa vantagem para Manoel Schwartz, que tinha o apoio de muitos membros do Conselho Diretor da época. Manoel Schwartz teve um substancial apoio ao receber a sinalização de voto de Emílio Ibrahim. Ainda declarando apoio ao candidato Manoel Schwartz tinha Wilson Xavier, Nelson Duque, Ailton Machado e Hugo Molinaro.
1978 - O Benemérito e Vice-Presidente Sylvio Kelly dos Santos e suas filhas Cynthia e Sylvia, que desfilaram na abertura da XIV Olimpíada Tricolor

Emílio Ibrahim foi jogador de futebol do Fluminense e gozava de muito prestígio no Clube, sendo um dos conselheiros mais respeitados pela sua condição ímpar de sempre colocar o Fluminense acima das vaidades pessoais. Emílio Ibrahim jogou no time principal de futebol do Fluminense entre 1948 e 1949. Emílio Ibrahim quando jogava no Fluminense era conhecido apenas como Emílio. Em 1948Emílio Ibrahim foi campeão do Torneio Municipal e destacou-se como artilheiro do time, com 9 gols. Emílio Ibrahim já teve seu nome ventilado para ser presidente, mas sempre recusou-se em favor daquilo que considerava melhor para o Clube.
Emílio Ibrahim era Secretário de Obras do Estado do Rio de Janeiro. E ele próprio achou que o apoio ao candidato Manoel Schwartz deveria ser feito publicamente. No encontro em que ele confirmou seu apoio a Manoel Schwartz, estiveram presentes diversos conselheiros e dirigentes. Dentre eles estavam: João Boueri, Hugo Molinaro, Edgard Hargreaves, Angelo Chaves, Oswaldo Cochrane Filho, Carlos Edmundo Xavier de Oliveira, Raphael Adauto Costa, Nilton Graúna, Nelson Vaz Moreira, Povina Cavalcanti e Hugo Vanderlei.
1978 - Casal Sylvio Kelly dos Santos

Em uma determinada ocasião Raphael Adauto Costa deu sua opinião sobre Schwartz: “Ao eleger Manoel Schwartz o Conselho Deliberativo estará apenas promovendo por merecimento aquele que foi o mais eficiente colaborador de Silvio Vasconcelos”. O candidato Manoel Schwartz era Vice-presidente de Finanças na gestão Silvio Vasconcellos. O Vice-presidente de Relações Públicas e Divulgação, Raphael Adauto Costa era um dos fundadores do conhecido ‘Grupo da Sauna’.
O presidente Silvio Vasconcellos resolveu tirar férias no trabalho para se dedicar no mês de janeiro as suas duas grandes missões: Preparar as eleições do Fluminense e acompanhar de perto a organização de um jantar aos Campeões de 1980. O jantar para os campeões no Salão Nobre do Fluminense realizou-se no dia 6 de janeiro de 1981. As eleições estavam marcadas para o dia 13 de janeiro de 1981. Seria o último encontro dos administradores da gestão Silvio Vasconcellos com os atletas.
Silvio Vasconcellos não queria influenciar por vontade própria no resultado do pleito, porque manifestou-se neutro em face dos dois concorrentes terem sido membros do seu Conselho Diretor: Sylvio Kelly e Manoel Schwartz. E além desses dois, existia um terceiro candidato, o advogado criminal Mário Figueiredo. Silvio Vasconcellos seria como um magistrado nas eleições que iria escolher o seu sucessor.
Mário Figueiredo tinha como lema “perder dignamente”. Ele era o candidato considerado com menor chance nas eleições. Muitos boatos surgiram de que ele abandonaria a disputa. Entretanto, Mário Figueiredo foi até o final da eleição. Mário Figueiredo também não se considerava um candidato de oposição. Sabendo que não estava sendo apontado como favorito, mas se mantendo firme na sua candidatura, Mário Figueiredo afirmava que tinha como objetivo principal dar tudo o que podia em termos de trabalho para o Fluminense. Tanto assim que enviou uma mensagem ao Conselho Deliberativo do Clube explicando que não prometia nada a não ser muito trabalho, sempre ao lado do seu Conselho Diretor e do Conselho Deliberativo, caso fosse o eleito. Ainda neste documento, Mário Figueiredo afirmava que saberia encarar a derrota com dignidade, já que considerava que o Fluminense tinha que estar sempre acima de tudo. Essa mensagem terminava com um agradecimento aos que votassem nele e também o respeito e a compreensão para todos os que votassem nos demais candidatos.  
Faltando dois dias para a eleição, Sylvio Kelly estava com tudo preparado para a vitória nas eleições do dia 13 de janeiro, terça-feira. Sylvio Kelly já estava com seu Conselho Diretor definido, após a aceitação de Raphael de Almeida Magalhães em ser o Vice-presidente de Futebol.
O Conselho Diretor da gestão Sylvio Kelly:
Vice-presidente de Futebol: Raphael de Almeida Magalhães
Vice-presidente de Relações Públicas e Divulgação: Guilherme Vidal
Vice-presidente de Interesses Legais: Zenildo Costa Araújo
Vice-presidente de Esportes Amadores: Coaracy Nunes
Vice-presidente Administrativo: Francisco Homem de Carvalho
Vice-presidente Médico: Vicente Rondinelli
Vice-presidente Social: Jorge Silva
Vice-presidente de Finanças: Moacir Pereira da Silva

Sylvio Kelly acreditava que o apoio que vinha recebendo de grandes figuras do Clube era a prova de que sua vitória seria tranquila, principalmente porque havia um “esquema militar” armado, para evitar a ausência de voto de pessoas que o apoiavam. Seu “esquema militar” contava com automóveis para buscar e levar pessoas que votassem com ele. A meta da campanha era atingir 200 votos. Até pessoas de fora do Rio de Janeiro, como César Bacchi. Bacchi era ponta-esquerda tricolor dos velhos tempos, e mandaram buscar para votar em Sylvio Kelly. Bacchi era o ponta-esquerda tricampeão carioca de futebol de 1919. Bacchi veio de Campo Grande (MS), para apoiar a eleição de Sylvio Kelly. Bacchi e Marcos Carneiro de Mendonça eram os dois últimos integrantes vivos da gloriosa campanha do primeiro tricampeonato. Os dois apoiavam Sylvio Kelly.
A eleição começaria às 21 horas do dia 13, mas na véspera o Fluminense já vivia o clima de eleição. Era esperada a presença de aproximadamente 230 conselheiros. Além do equilíbrio entre os dois candidatos, a eleição apresentava uma característica interessante, que era o fato de não haver um candidato de oposição propriamente dito.
Sylvio Kelly recebia o apoio de João Havelange, que foi quem indicou o seu nome, desde julho de 1980, quando então sua candidatura era considerada como certa. Na reunião em que Havelange indicou Sylvio Kelly, estavam presentes vários conselheiros, houve a aprovação e assinatura de todos. O nome de Sylvio Kelly, com o apoio de João Havelange, tinha também um grande número de adeptos. E Sylvio Kelly citava que, o então presidente Silvio Vasconcellos era um deles.
A eleição foi presidida pelo ministro Álvaro Dias, que era o presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense. Ele chamaria nominalmente os conselheiros, que receberiam a cédula única e a depositariam na urna contendo seu voto. Após o término da votação o resultado:
VOTOS APURADOS:  267 VOTOS
SYLVIO KELLY DOS SANTOS:  195 VOTOS
MANOEL SCHWARTZ:  60 VOTOS
MÁRIO FIGUEIREDO:  7 VOTOS

O presidente Silvio Vasconcellos passaria o cargo no dia 30 de janeiro de 1981, ao presidente eleito Sylvio Kelly dos Santos, em solenidade iniciada às 20 horas. Silvio Vasconcellos, o presidente que deixava o cargo, fez um balanço dos três anos de sua administração. Ao ser empossado, Sylvio Kelly dos Santos declarou que se sentia “como se fosse disputar a prova de natação de 1.500 metros na hora da largada”. Sylvio Kelly ainda diria que “iria trabalhar com a mesma garra com que defendeu a camisa tricolor como atleta”.  Após a transmissão da presidência do Clube, os dirigentes do Fluminense, ofereceram um coquetel aos convidados. E em seguida vieram os abraços dos amigos e convidados.
Ao ser interpelado por Sylvio Kelly, a respeito de seu voto, Silvio Vasconcellos declarou: “Fique tranquilo. Sou um homem leal, que jamais desonrou a palavra que empenhou. Se fosse o caso, admitindo que surgissem apenas dois votos em seu nome, na apuração final, pode acreditar que um deles era o meu”.
No dia 30 de janeiro de 1981, faltava apenas uma pessoa: João Coelho Neto, o “Preguinho”. A eleição do presidente Sylvio Kelly dos Santos, na histórica noite de 13 de janeiro de 1981, com o maior percentual de presença de conselheiros já verificados numa eleição do Fluminense até então, era a maior diferença de votos obtida por um candidato, marcava também outro fato importante na vida do Clube: a invencibilidade de João Coelho Neto, o nosso saudoso Preguinho, em pleitos tricolores.
Preguinho emprestou seu apoio a 15 candidatos em eleições no Fluminense e permaneceu invicto. Conseguiu levá-los, sem uma exceção sequer, à honrosa posição de presidente do Fluminense Football Club. E Sylvio Kelly dos Santos entrava para a lista vitoriosa de presidentes eleitos com o apoio de Preguinho.
Infelizmente, Preguinho não pôde assistir ao histórico pleito e a consagradora posse de Sylvio Kelly dos Santos, candidato que escolheu como seu. Embora falecido a 30 de setembro de 1979, a mensagem de Preguinho, tal como antes, tinha sido seguida. Nos dias 13 e 30 de janeiro, os conselheiros do Fluminense ao se manifestarem a favor de Sylvio Kelly dos Santos reverenciavam a memória de João Coelho Neto, o Preguinho. O último candidato a presidente – Sylvio Kelly dos Santos – dos que ele pôde escolher para representar o Fluminense, obteve a mais expressiva vitória da história tricolor. Foi mais um recorde do invicto Preguinho. E esta seria, de fato, mais uma das honras obtidas na vida de Sylvio Kelly dos Santos.

Saudações Tricolores



Faltou água na sauna

Quase todo mundo sabe que atualmente um dos problemas que mais afligem a humanidade é “A FALTA D‘ÁGUA NO PLANETA TERRA”.


Mas, definitivamente este problema já atingiu o “NOVO FLUMINENSE”. É que na última sexta-feira, dia 28/01, “FALTOU ÁGUA NA SAUNA”. E vocês podem imaginar o que é uma sauna sem água.

Não tinha água nas duchas e nas piscinas. Os sócios reclamavam bastante! E o diretor da sauna, coitado, tentava fazer milagre. Como entre os frequentadores da sauna um dos assuntos prediletos é a política, já dá pra imaginar como ficaram todos por lá. Furiosos!!! E como não podia ser diferente, a irritação de todos sobrou para o presidente do Clube.

E aí cabem algumas perguntinhas básicas. O CLUBE ESTAVA SEM DINHEIRO PRA PAGAR A CONTA??? NÃO PODIAM LIBERAR UM ‘CHEQUINHO’ DE R$ 50 MIL PRA PAGAR A CONTA???


Saudações Tricolores

O Parlamentarismo Tricolor e a Rainha da Inglaterra

Neste sábado, dia 29/01/11, saiu um nota na coluna DE PRIMA do jornal LANCE, que deixou muitos tricolores estarrecidos no Clube. A nota é intitulada “PRIMEIRO-MINISTRO”. Eis a nota na íntegra:


Conselheiros do Flu reclamam da nomeação de Jackson Vasconcelos, estrategista da campanha de Peter Siemsen, como gerente-executivo. As maiores críticas são o poder que ele recebeu para assinar cheques de até R$ 50 mil. Vasconcelos diz que assina tudo com o tesoureiro e apenas na ausência do presidente.


Parece que o “NOVO FLUMINENSE” está querendo inovar mesmo. Todos sabem que o Fluminense segue a linha política do presidencialismo. Mas, o “NOVO FLUMINENSE” definitivamente está implantando o regime “PARLAMENTARISTA” em nosso Clube.

O Futebol “já tem dono há muito tempo” e não precisamos nem dizer que é, pois ‘até as crianças do Parquinho já sabem’. O Esporte Olímpico ‘está na mão’ do Ricardo Pereira Martins já faz 12 anos. Quando chegar aos 15 anos provavelmente para manter as tradições tricolores, terá uma grande ‘festa de debutantes’ (olímpica) com valsa e tudo pra comemorar. Isso se o Ricardinho não se tornar presidente do Fluminense antes disso. E agora temos a parte administrativa sendo comandada por uma pessoa que não se chama Peter Eduardo Siemsen. O sr° Jackson Vasconcelos deve até possuir alguns atributos e talentos. Mas, com toda certeza é uma pessoa que a grande maioria dos associados não sabe nem quem é.

Será que definitivamente o Peter se tornou uma “RAINHA DA INGLATERRA”, que reina, mas não governa????? Será que o Peter não sabe assinar um cheque??? Será que o Peter está inseguro pra assinar os cheques??? Será que o Peter está inseguro para administrar o Fluminense??? O sr° Jackson Vasconcelos diz na nota que, só assina na ausência do presidente. Mas, se o Fluminense fosse um colégio (pelo menos por enquanto) o Peter já estava “reprovado por faltas”. E aí como é que fica???

Será que os tricolores elegeram o Peter para outra pessoa assinar os cheques referentes ao Fluminense??? Será que os tricolores conhecem o sr° Jackson Vasconcelos??? Será que o Peter se esqueceu que agora ele é o “PRESIDENTE DE TODOS OS TRICOLORES” e não só de seu grupo político????? Será que os tricolores acham isso uma coisa normal??? E será que os tricolores sabem que faz as “CONTRATAÇÕES” e “DEMISSÕES” no “NOVO FLUMINENSE”????? Será que é a mesma pessoa que assina os cheques???

Saudações Tricolores

Peter fez 'beicinho'

Neste sábado, dia 29/01/11, saiu uma nota sobre o Fluminense na conceituada coluna do jornalista Ancelmo Gois do jornal O Globo. A nota é intitulada “BEIÇO TRICOLOR”. Eis a nota na íntegra:



A nova diretoria do Fluminense, que tanto criticou as anteriores pelas dívidas trabalhistas, já acumula seus próprios débitos.

Os funcionários da gestão passada que foram demitidos não receberam até hoje as suas rescisões.



SERÁ QUE O “PETER FEZ BEICINHO” TRICOLOR E NÃO QUER PAGAR O QUE DEVE??? Ah, desculpem, isso pode ser alguma atribuição do novo “gerente-executivo”. Será que não era possível liberar alguns ‘chequinhos’ de R$ 50 mil para os funcionários demitidos??? Ou será que os ‘chequinhos’ de R$ 50 mil são reservados ‘apenas para os amigos’??? Coitados dos funcionários! Eles passarão o carnaval ‘na maior pindaíba’.

Sai presidente, entra presidente, e continua a mesma coisa! Este é o “VELHO NOVO FLUMINENSE”. A questão central neste caso é que, quem é demitido e não recebe o que tem direito, só tem uma alternativa... “JUSTIÇA DO TRABALHO”. E é assim que se diminui a dívida do Clube???

Agora, o “NOVO FLUMINENSE” demite os funcionários “E NÃO QUER PAGAR”????? Não existe “NADA MAIS VELHO DO QUE ISSO”. Esse é o tão propalado “PROFISSIONALISMO”????? Esse filme nós já conhecemos. Esse filme é “VELHO” e não “NOVO”. E como não poderia ser diferente, já tem gente no blog do “MAIOR GRUPO DE SITUAÇÃO” xingando o jornalista Ancelmo Gois. A diretoria do Fluminense não paga o que deve e a culpa é do Ancelmo Gois??? Esta é hilária. Realmente essa é muito boa.

Saudações Tricolores

O Barcelona dominando o mundo

Neste sábado, dia 29/01, no restaurante social do Fluminense, por volta das 15:30, encontrava-se um homem ‘na maior tranquilidade’, vestindo uma camisa do... BARCELONA. É o BARCELONA está dominado o mundo mesmo. Inclusive o Fluminense, infelizmente.

O homem usava uma ‘camisa amarela’ do BARCELONA na maior. E só pra lembrar... Esta ‘camisa amarela’ do BARCELONA é horrorosa!!! E por seus trajes, presumivelmente, o homem veio da piscina para almoçar no restaurante social. Ou seja, desfilou todo garboso por todo o interior do Fluminense com sua ‘camisa amarela’ (horrorosa) do BARCELONA, sem que ninguém o perturbasse.

É sempre bom lembrar que, pelo “ESTATUTO DO FLUMINENSE” é proibida a entrada de qualquer pessoa (homem, mulher, criança, idoso, etc.) trajando qualquer peça de roupa de instituição desportiva que não seja do FLUMINENSE ou do BRASIL.

Pensei que na gestão do “NOVO FLUMINENSE” estas coisas não aconteceriam mais. Mas, pelo visto estamos diante do “VELHO NOVO FLUMINENSE”.

Saudações Tricolores

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não se fala em outro nome

Entre erros e acertos, decorrentes dos primeiros passos da gestão do “NOVO FLUMINENSE”, lentamente e numa escala progressiva, ‘não se fala em outro nome’ em nosso Clube que não seja o de JACKSON VASCONCELOS. Alguns perguntam: “Quem é Jackson Vasconcelos”??? Outros solicitam: “Onde está o currículo de Jackson Vasconcelos”??? Outros insistem: “Jackson Vasconcelos é tricolor”???

Independente das respostas, o fato é que o presidente Peter ‘não dá um passo’ sem consultar o seu mais importante assessor político. Para alguns correligionários do presidente Peter que imaginavam que o referido senhor colaboraria apenas durante a campanha, a constante e diária presença dele no Fluminense causa surpresa e estranheza.

No entanto, é possível imaginarmos que o presidente Peter esteja embevecido com os aconselhamentos do sr° Jackson Vasconcelos. Tanto que alguns problemas no FLU hoje, nem chegam ao presidente, são logo resolvidos pelo experiente Jackson Vasconcelos. O fato é que, o sr° Jackson Vasconcelos tem conquistado um aumento de poder, que vem surpreendendo a todos no Clube. Sejam correligionários ou não do presidente Peter. Para quem apareceu repentinamente no Clube, realmente ocorre uma ‘ascensão meteórica’. Deve ser a consequente prova de seus múltiplos talentos.

Saudações Tricolores

Lustrar a cara de pau

Deu na coluna DE PRIMA do jornal LANCE, no sábado, dia 22/01, uma nota intitulada “CONSELHEIROS COBRAM ANTUNES NO FLUMINENSE”. E como destaque a nota ainda trazia a seguinte frase: “PROVÁVEL VICE-PRESIDENTE DE FUTEBOL, ALCIDES ANTUNES MOVE PROCESSO CONTRA O CLUBE. Veja a nota na íntegra:


Apesar de estar quase certa a aprovação pelo Conselho Deliberativo do Fluminense de Alcides Antunes para a vice-presidência de futebol, alguns conselheiros se organizam para exigir que Antunes retire o processo que move contra o clube. No momento, o processo está suspenso na Justiça a pedido de Antunes.


E uma das pautas da reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense desta terça-feira, dia 25/01, é sobre a aprovação (ou não) de Alcides Antunes na Vice-presidência de Futebol. Existem conselheiros que irão questionar a manutenção de Alcides Antunes na Vice-presidência de Futebol. Alguns conselheiros questionarão o presidente Peter e “O MAIOR GRUPO DE OPOSIÇÃO” pela defesa da permanência do dirigente “boleiro”. É pelo visto a reunião desta terça-feira será daquelas ‘bem animadas’. Será preciso o Fran Mourão reforçar o café e os biscoitinhos.

Segundo um grande “fidalgo tricolor”, Alcides Antunes alega que na época do presidente Arnaldo Santhiago, ele adiantava dinheiro para viagens do Fluminense e era reembolsado.

Na época do presidente Fischel, a soma do que o Fluminense devia para Alcides Antunes, já chegava a uma ‘soma vultosa’. E deveria ser paga pelas rendas dos jogos do Fluminense. Entretanto, uma parte desta dívida já foi paga. Mas, sobre o atual valor da dívida do Fluminense com Alcides Antunes, “SÓ DEUS SABE”.

Segundo o nosso grande “fidalgo tricolor”, num período em que Alcides Antunes parou de dirigir o futebol do Fluminense (é admirável, ele vai e volta, quando menos se percebe), ele voltou a receber com o processo.

Muitos grupos políticos do Fluminense, nesta segunda-feira, estavam em polvorosa, fazendo reuniões para ‘combinaram tudo direitinho’ como serão as suas ações na reunião de terça-feira, que promete ‘aumentar o calor do verão tricolor’. Até porque, pega mal para quem é situacionista ficar ‘batendo cabeça’ na hora dos ‘finalmentes’. Porque deste jeito, darão um prato cheio para a “oposição marronzista, badernenta e vermelhista”, como diria o ‘grande estadista’ Odorico Paraguaçu.

Alguns conselheiros do Clube prometem tomar alguns comprimidos de ‘Engov’. E em seguida aprovarem o nome de Alcides Antunes. É que eles não querem ver Alcides Antunes sair como ‘o bonitinho da história’, É que existe aquela ‘baboseira futebolística’ de que ele foi campeão brasileiro, que o elenco está pedindo por ele e muitos outros ‘discursos amadores e casuísticos’.

Mas, o mais triste de tudo é termos que assistir o presidente Peter Siemsen e “O MAIOR GRUPO DE SITUAÇÃO” fazendo de tudo pela aprovação de Alcides Antunes. Que humilhação! Isto é o que podemos chamar de "ENTUBAR". E o discurso do executivo de futebol??? Era só pra campanha??? Era só pra ganhar votos??? Que coisa, hein??? Quem te viu quem te vê! Mas é plenamente compreensível! Para quem se subordina a determinadas “ORDENS SUPERIORES”, não resta outro jeito que não seja “AJOELHAR E REZAR”.

Estão tentando elaborar um discurso que satisfaça os torcedores com aquela velha (e amadora) conversa de que ‘em time que se está ganhando não se mexe’. Contudo, sempre é bom lembrar que, tanto o presidente Peter, quanto “O MAIOR GRUPO DE SITUAÇÃO”, durante a campanha eleitoral encheram os nossos ouvidos com aquele ‘velho mantra’ que dizia: “NA GESTÃO PETER NÃO TERÁ ESPAÇO PARA ALCIDES ANTUNES”. Na minha terra, isso é “ESTELIONATO ELEITORAL”. E para quem dizia aos quatro ventos que vou revolucionar o Fluminense... Pode até ser... Mas já começaram “compondo” com uma das pessoas que mais foram atacadas por eles próprios durante anos. Na minha terra, isso se chama “FISIOLOGISMO POLÍTICO”.

Entretanto, nesta reunião de terça-feira, se fará necessária por parte do presidente Peter e do “MAIOR GRUPO DE SITUAÇÃO”, a utilização de muito “ÓLEO DE PEROBA”. E algum tricolor desavisado poderá perguntar: “Pra que serve o óleo de peroba”??? É pra lustrar a cara de pau!


Saudações Tricolores

E quando o Peter começar a fazer as cagadas dele???

Outro dia desses, dois grandes “fidalgos tricolores” conversavam animadamente sobre o momento atual de nosso Clube. Um apoiou o candidato Julio Bueno e o outro apoiou o candidato Peter Eduardo Siemsen. Apesar das divergências políticas, os dois grandes “fidalgos tricolores” são bons amigos.

E a conversa animada tinha como tema principal a eleição do presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense. O “fidalgo tricolor” que apoiou o candidato Peter Eduardo Siemsen, com a ‘inebriante euforia’ do vencedor, disse ao seu interlocutor que atentamente lhe ouvia: “Tu acha que a gente ia deixar o ‘ADEMAR’ chegar e ser independente??? E QUANDO O PETER COMEÇAR A FAZER AS CAGADAS DELE???”

O 'inebriante e eufórico' correligionário do presidente Peter referia-se a possibilidade do conselheiro ADEMAR ARRAIS tornar-se presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense Football Club. Como todos se lembram, no dia da eleição para presidente do Conselho Deliberativo foi arquitetada uma 'ardilosa trama' para impedir que ADEMAR ARRAIS fosse eleito presidente do Conselho Deliberativo.

Bem, pelo que disse o grande “fidalgo tricolor” que apoiou fervorosamente o atual presidente Peter em sua campanha, parece que ele está em plena sintonia com um pensamento do ex-presidente Horcades. É que na reta final da campanha eleitoral, o ex-presidente Roberto Horcades, disparou e chamou o então candidato, Peter Siemsen, de “MOLEQUE DE FRALDAS”.

E como todos nós sabemos (e até as crianças do Parquinho), “MOLEQUE DE FRALDAS” e “CAGADAS” são duas coisas que tem tudo a ver. Seguindo esta linha de raciocínio... Será que sobrará para o atual presidente do Conselho ‘a nobre e importante missão’ de ‘baby sitter’???


Saudações Tricolores

sábado, 22 de janeiro de 2011

A 'elite' e os 'tijolinhos'

Há poucos dias, recebi uma mensagem de um amigo tricolor, perguntando-me sobre o que eu sabia em relação a uma matéria que saiu no jornal LANCE! A matéria falava sobre a idéia do “CT do Fluminense ser financiado por 15 (quinze) torcedores da ‘elite’ tricolor”. Da mesma forma que o meu amigo, também tive a oportunidade de ler a matéria.

Respondi ao meu amigo que, este assunto provavelmente, está sendo ‘guardado a sete chaves’ pela atual diretoria tricolor. Inclusive, fui fazer uma pesquisa básica no Lancenet e não encontrei mais a matéria por lá. Será que deletaram a matéria??? É bem provável! Mas a pedido de quem??? Da Diretoria do Fluminense??? Quem sabe??? Por quê??? Voltaram atrás na decisão???

Mas o importante é que a matéria saiu no jornal LANCE! E sabemos que nossa atual diretoria deve ter boas relações com o prestimoso periódico esportivo. Tanto é que, o Fluminense conta hoje em sua assessoria de imprensa com dois ex-funcionários deste importante jornal. Na ocasião em que li a matéria, confesso que não achei a iniciativa das mais simpáticas.

A medida de se construir o “CT do Fluminense sendo financiado por 15 torcedores da ‘elite’ tricolor”, com toda certeza, promoverá a “EXCLUSÃO” da maior parte de nossa torcida, que poderia tranquilamente participar também. Creio que seria mais interessante criar algum projeto onde pudessem envolver nossa participativa torcida e o quadro de sócios do Fluminense. E não apenas “os 15 torcedores da ‘elite’ tricolor”.

Nada contra ser de “elite”. Muito pelo contrário! Até porque se enganam os que pensam que ser de “elite” tem algo a ver, exclusivamente, com poder econômico ou ser arrogante e esnobe. A palavra “elite” era usada no século XVIII para nomear produtos de qualidade excepcional. Posteriormente, o seu emprego foi expandido para abarcar grupos sociais superiores, tais como unidades militares de primeira linha ou os elementos da mais alta nobreza.

“Elite”, de um modo geral, pode ser considerado como um grupo dominante na sociedade. Especificamente, o conceito possui várias definições. Pode ainda designar aquelas pessoas ou grupos capazes de formar e difundir opiniões que servem como referência para os demais membros da sociedade. Neste caso, “elite” seria um sinônimo tanto para liderança quanto para formadores de opinião.

A idéia de formar ‘opinião pública’ pode ser substituída pela idéia de ‘construção ideológica’ compreendida como a diretriz política em um determinado momento histórico. Sob este prisma, a “elite” também teria um sentido de dirigente cultural. Alguém nega que, Mangueira, Salgueiro, Portela e Beija-Flor, façam parte da “elite” das escolas de samba? E as escolas de samba nada mais são do que manifestações artísticas e culturais (que tornaram-se verdadeiras instituições) que expressavam inicialmente uma luta de resistência cultural da população negra de nosso país.

Inegavelmente, o Fluminense foi um clube criado por pessoas de condições econômicas e culturais privilegiadas. Fato este que tornou o Fluminense, um Clube muito fechado (principalmente politicamente) ao longo de seus 108 anos. Não é sem motivos que, o Fluminense Football Club chegou a ser conhecido como “FORTALEZA DO SILÊNCIO”. Só em 1946, que pela primeira vez as portas das Laranjeiras foram abertas ao ‘povo tricolor’ na comemoração de um título de futebol. Ser aceito como sócio do Fluminense, efetivamente, “não era pra qualquer um” até poucas décadas passadas.

Enquanto isso, o nosso maior rival, o Clube de Regatas do Flamengo, desde o início da implantação de seu setor de futebol, conviveu com inúmeras dificuldades treinando na praia do Russel. O Flamengo não tinha campo e era obrigado a treinar em praça pública. À tardinha, os jogadores vinham pela calçada, com as chuteiras rangendo no cimento até chegarem ao campo do Russel. A Prefeitura mandara fazer no local um campo de futebol, com gramado, balizas e tudo mais. A garotada acompanhava o time apontando o Píndaro, o Baena, o Gallo, o Borgeth, o Gustavinho, dentre outros. Para Alberto Borgeth (líder do movimento que fundou o Departamento de Futebol do Flamengo), ali estava a explicação de tudo. A falta de um campo fez o Flamengo misturar-se com o povo.

Vale ressaltar que na conquista do título de Campeão Brasileiro de Futebol de 2010, depois de muitas décadas, ‘as portas das Laranjeiras ficaram fechadas’ por determinação da gestão anterior. Ou seja, não tivemos ‘o nosso campo’ para a comemoração de um título tão esperado por 26 anos. E não podemos esquecer que, o atual presidente do Fluminense, Peter Siemsen, ao ser perguntado se faria ‘festa de comemoração do título’, conquistado em dezembro de 2010, ele respondeu: “VAMOS CONVERSAR COM A UNIMED”.

Enquanto a atual administração tricolor lança a idéia (ou permite que seja lançada) do “CT do Fluminense ser financiado por 15 torcedores da ‘elite’ tricolor”, o Flamengo vai vendendo os seus “tijolinhos”. Essa iniciativa do Flamengo visa aproximar ainda mais o clube de seus torcedores para a compra de seu Centro de Treinamento. E vale destacar que, o Flamengo ampliou a venda dos “tijolinhos” da campanha ‘Rubro-Negro para Sempre’ após a contratação de Ronaldinho Gaúcho. Na primeira semana de janeiro, a venda média diária estava em 50 unidades. Agora chega a 150 por dia. Cada “tijolinho” para o CT custa R$ 250.



Saudações Tricolores

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SOS REGIÃO SERRANA

O grande tricolor Luiz Augusto Lemos está fazendo a sua parte para ajudar a minimizar o problema que aflige milhares de concidadãos da nossa querida Região Serrana.

Como presidente do nosso LIONS CLUBE FLUMINENSE RJ, Luiz Augusto Lemos iniciou a campanha SOS REGIÃO SERRANA.

Foram criados 11 postos de captação de recursos e doações e o LIONS CLUBE FLUMINENSE RJ assinou convênio com a CRUZ VERMELHA DO BRASIL. E abriram uma conta corrente específica para recolher doações financeiras.

Até o momento, recebem donativos de diversas regiões do Brasil, em que os Lions Clubes estão inseridos.

Os Clubes de Lions de Petrópolis e Teresópolis disponibilizaram depósitos e galpões para recolher os produtos enviados.

Um companheiro, do Lions Sernambetiba, está oferecendo um caminhão de sua empresa, juntamente com o motorista, para recolher tudo que está sendo recebido pelos 11 postos de recolhimento.

E o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” deixa como sugestão (e que será muito interessante caso ocorra) que o Vice-presidente Administrativo do Fluminense, possa oferecer algum tipo de apoio ao nosso LIONS CLUBE FLUMINENSE RJ, para esta meritória campanha de solidariedade.

O presidente do LIONS CLUBE FLUMINENSE RJ, Luiz Augusto Lemos, está à disposição por email olga.lemos@terra.com.br e telefone 2262-2198 e 2556-9416. Mais detalhes serão fornecidos, inclusive a relação dos postos.



Saudações Tricolores

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Carlos Henrique Corrêa revela 'nomes' e 'sobrenomes'

No final do ano passado, Carlos Henrique Corrêa deixou o Fluminense. E foi uma pessoa – quer queiram alguns ou não – que marcou sua passagem pelo Fluminense. Carlos Henrique Corrêa teve uma participação bastante ativa no Fluminense nos últimos vinte anos.

Carlos Henrique Corrêa era o Superintendente Geral do Fluminense. Execrado por alguns grupos políticos, mas adorado por muitos sócios do Clube, Carlos Henrique Corrêa era uma espécie de ‘faz tudo’ no Fluminense. Isso era fruto de mais de vinte anos desempenhando as mais diversas funções em nosso Clube. Carlos Henrique Corrêa acabaria ficando marcado publicamente, pelo episódio que ficou conhecido como a “FARRA DOS INGRESSOS” ocorrido no dia 21/06/08.

Acompanhando sempre atentamente este caso, sempre ficava intrigado sobre este caso. E perguntava: Como uma única pessoa poderia ter sido responsável por tamanho escândalo? Considerei o episódio da “FARRA DOS INGRESSOS” como uma das maiores e piores vergonhas da História do Fluminense. A outra grande vergonha da História do Fluminense foi à triste e lamentável cena do “ESTOURO DE CHAMPAGNE” nas Laranjeiras, comemorando a infeliz ‘virada de mesa’ de 1996. Nos dois momentos, a ética e o respeito por nossa História foram jogados no lixo como se não tivessem o menor valor.

Na ocasião do 'primeiro aniversário' da “FARRA DOS INGRESSOS” (21/06/09), o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” – como não poderia ser diferente – organizou uma ‘manifestação pacífica e cidadã’ em frente a porta principal do Fluminense. Na semana seguinte (28/06/09), foi realizada outra manifestação dentro do Maracanã, antes e durante o intervalo do Fla x Flu. E na outra semana (05/07/09), organizamos a terceira manifestação, novamente na porta principal do Fluminense, durante a Olimpíada Tricolor.

Nesta última manifestação, tive a oportunidade de abordar gentilmente o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, sr° Eduardo Paes, quando se preparava para entrar em nosso Clube e participar da abertura da Olimpíada Tricolor. De forma gentil e atenciosa, o prefeito Eduardo Paes ouviu atentamente meus relatos e apoiou a manifestação sobre a “FARRA DOS INGRESSOS”. Logo em seguida ao prefeito Eduardo Paes entrar em nosso Clube, ‘convidaram-me’ para me posicionar na calçada ‘do outro lado da rua’ Álvaro Chaves. Recusei-me e resolvi entrar no Clube. E neste momento um ‘segurança’ tentou me agredir e me impedir de entrar no Clube. E isso, mesmo eu sendo um Sócio Proprietário do Fluminense Football Club. E no segundo aniversário da “FARRA DOS INGRESSOS” (21/06/10), o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” mais uma vez, organizou uma manifestação em frente a porta principal do Fluminense. Em todas as manifestações, foram distribuídas cópias do "ESTATUTO DE DEFESA DO TORCEDOR".

Logo após a realização da manifestação pelo ‘primeiro aniversário’ da “FARRA DOS INGRESSOS” o site Globosporte.com convidou Carlos Henrique Corrêa para a realização de uma entrevista. A entrevista de Carlos Henrique Corrêa para o site Globoesporte.com foi realizada em 13/07/09 e publicada no dia 15/07/09. Após a ‘entrevista bombástica’ de Carlos Henrique Corrêa, no Fluminense não se falava em outra coisa. E este seria o principal assunto da reunião do Conselho Deliberativo realizada em 16/07/09. Alguns ‘senhores membros do Conselho’ ficaram muito incomodados com algumas palavras de Carlos Henrique Corrêa na entrevista. Mas, como disse anteriormente: Como uma única pessoa poderia ter sido responsável por tamanho escândalo???

Portanto, após a saída de Carlos Henrique Corrêa do Fluminense, convidei-o para conceder uma entrevista para o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”. Conclui que seria importante ouvi-lo, para que pudéssemos relembrar aquele ‘triste episódio’ e observar detalhes ainda não revelados. E Carlos Henrique Corrêa revela alguns ‘nomes’ e ‘sobrenomes’ sobre a “FARRA DOS INGRESSOS”. Veja a entrevista com Carlos Henrique Corrêa.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE": Fale sobre a sua história como torcedor do Fluminense.

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Eduardo, eu vou repetir uma música do Heitor D’Alincourt... ‘Era tricolor meu avô. Era tricolor o pai’. É o meu caso. Meu avô era tricolor, meu pai é tricolor. Minha mãe era flamenguista. Eu tenho mais três irmãos. Duas irmãs e um irmão. E todos eles são flamenguistas. Menos eu que sou tricolor. Se eu falar pra você, que com 10, 11 anos viajava, assistia aos jogos ao lado da Força-Flu, conhecendo as pessoas. O Fluminense e Corinthians, aquele jogo que foi muito triste pra gente, da invasão corinthiana, foi o dia do enterro do meu avô que era flamenguista. Eu estava no Maracanã. Não fui ao enterro porque eu fui ao Maracanã de geral. Ver aquele jogo que... Pôxa, pra mim foi um dia... Não vou dizer que foi o dia mais triste da minha vida. Mas, foi um dia muito triste. Além de enterrar o meu avô, estava sendo enterrado e eu não estava. Eu fui ao Maracanã e o Fluminense não passou pelo Corinthians.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE: Desde quando você é sócio do Clube e como foi a sua trajetória como profissional do Fluminense?

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: A data precisa eu não lembro. Mas, eu sou sócio do Fluminense na década de 80. Não mais distante que 86. A minha trajetória no Fluminense é muito interessante e gozada. Eu trabalhava no Clube de Engenharia quando fui convidado a trabalhar no Fluminense por uma pessoa que estava mudando a gestão do Gil Carneiro de Mendonça. Aí, quando me convidaram para trabalhar com o Gil, foi um processo, sei lá, de uns quatro meses pra me convencer pra ir lá. Eu trabalhava no Clube de Engenharia, tinha lá curso de inglês, curso da COPPEAD. Foi um lugar em que eu conheci muitas pessoas. Aí, eu tomei a decisão de trabalhar no Fluminense. Eu me despedi numa sexta-feira, teve uma festa no Clube de Engenharia. O presidente era o Raimundo de Oliveira. Fez uma festa para a minha despedida. E eu saí na sexta-feira. Sábado, eu abro o jornal e vejo a notícia que o Gil Carneiro de Mendonça renunciou. E foi o cara que me contratou. Eu falei: “Pô, eu estou desempregado”. Aí, agora vai uma inconfidência. O Gil assinou um contrato com data de sexta-feira, pra eu trabalhar no Fluminense. Entrei no Fluminense e o Fluminense naquele momento foi rebaixado. Aquele final de semana eu fui pra Vitória. Foi aquele jogo fatídico lá em Vitória. O Flamengo jogando aqui contra o Bahia, que teve aquela coisa mais triste que eu vi na minha vida, que foi o Washington Rodrigues e o Kléber Leite. E o Washington Rodrigues virou e, “que se ele fosse goleiro, ele se escalaria para ser o goleiro”. Aí botou o Fábio Noronha, se não me engano, que era o segundo goleiro do juniores pra agarrar aquele jogo. Só para o Fluminense cair! Eu estava lá em Vitória junto com outros tricolores. Aí, depois assumiu o Álvaro Barcelos. E trabalhei com Álvaro Barcelos durante um ano e um mês. Saí do Fluminense porque quando eu vi que as coisas estavam mal, virei para o Álvaro e falei: “Álvaro, o caminho que você está tomando, está completamente errado”. Tinha um Vice-presidente de Finanças, era o Arlindo Vergaços, que era do Banco Central, que segurava toda a questão financeira. Foi um momento que o José Roberto Wright foi ser Supervisor de Futebol. Foi outra coisa também triste que fazia parte: Paulo Roberto, lateral-direito que era do Vasco; o Nonato, que era lateral-esquerdo; o Renato Gaúcho. E Zé Roberto afastou todos que não iam viajar com autorização do presidente, na minha frente, eu estava na sala. Aí, o Fluminense estava treinando na Escola de Educação Física do Exército. A imprensa pressionava muito o Edgard Hargreaves, que era o Vice-presidente de Futebol, o ‘careca’. E o ‘careca’ reintegrou todo mundo. E nisso o José Roberto Wright pediu demissão que não podia (continuar)... O Fluminense ali perdeu a oportunidade de ter melhorado muito, ter alavancado muito com o José Roberto Wright. Naquele momento o José Roberto Wright saiu pela questão que... Pôxa, o presidente voltou atrás em função do que tinha sido combinado. Depois em voltei ao Fluminense em janeiro de 99, como Superintendente Geral do Fluminense, cargo que exerci até 15 de dezembro de 2010. Se puder falar de realizações, hoje as pessoas chegam no Fluminense e encontram um clube médio. Mas, não conheceram como é que era em 1999, no ano 2000. O que foi feito por este Clube patrimonialmente. Eu cansei de ver em reportagens, que o vestiário do Fluminense era uma pocilga. E que o Parreira que fez. Não é verdade! O Vice-presidente de Patrimônio era o Luciano Pereira de Almeida, junto comigo. Nós quebramos aquilo tudo e fizemos tudo. Hoje, o Fluminense precisa de melhorias e muitas. Mas, que as pessoas não lembram ou não conhecem como era antes.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”: E a sua participação política?

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Eduardo, no final de 1990, eu fui convidado pra ser Diretor do Fluminense. Então, há 21 anos atrás, eu fui Diretor Administrativo durante uns dois ou três meses. Depois disso, eu virei Vice-presidente Administrativo. Então, eu fui Vice-presidente Administrativo do Fluminense em 1991 e 1992. O primeiro micro-computador que o Fluminense teve, que a folha de pagamento era com aqueles cartões, eu tirei do meu filho e levei para o Fluminense para rodar a folha de pagamentos. Depois disso, eu fui do Conselho Fiscal na época do Gil Carneiro de Mendonça. Na época do Arnaldo (Santhiago) era do Conselho Fiscal. Na época do Gil Carneiro de Mendonça, eu era Primeiro Secretário do Conselho Deliberativo. Fui um dos fundadores da ‘Vanguarda’. Foram 10 pessoas que fundaram a Vanguarda. Eu tenho orgulho de ser um deles. A Vanguarda efetivamente oxigenou o Fluminense. Eu só tenho uma tristeza em relação a isso. A Vanguarda ganhou, mas não levou. A Vanguarda ganhou a eleição no Fluminense para o Conselho. Mas, a Vanguarda nunca colocou um presidente dela. A Vanguarda nunca exerceu o poder de fato! De ter um presidente da Vanguarda. Por ‘n’ fatores acabou, brigas internas, política pequena. Se você pegar, você vê hoje, o presidente atual, Peter, entrou no Fluminense pela Vanguarda. Se você pegar, outras lideranças de grupos políticos sem ser da “Democracia”, o Ivan Proença, pai, o Ivan Proença, filho, o Ademar. Todos entraram na época da Vanguarda. Foram todos meus parceiros políticos naquele momento. Eu não esqueço que no dia 7 de setembro, eu abri o Clube de Engenharia, no terraço, pra pintar faixas contra o então presidente Gil Carneiro de Mendonça, pela Vanguarda, sem nenhuma ofensa. Foi um momento diferente dá gente mudar. Aquele momento tinha coisas difíceis. O Palmeiras estava também num momento muito difícil. A torcida do Palmeiras quebrou a sala de troféus. Nós estávamos numa reunião no Bar do Tênis, o Fluminense tinha perdido de 4 ou 6 do São Paulo. E a discussão era se quebrava o que, no Fluminense. Que era aquele momento dos ‘caras pintadas’. E eu dei a idéia que, em vez de quebrar, nós íamos chegar no Fluminense de preto, de luto. Porque torcedor não pode quebrar nada no Fluminense. Porque o patrimônio é nosso. Então, cansei de ouvir críticas por estar de preto, por não estar de preto. A idéia foi minha no Bar do Tênis. Estava eu, Marcos Furtado, Nelson Rodrigues Filho, uma série de outras pessoas. O preto foi uma manifestação pacífica. Porque queriam fazer a mesma manifestação do Palmeiras. Uma manifestação violenta, agressiva, coisa que eu sou completamente contrário. E depois disso, acabou confundindo a parte do empregado com político. Por eu ter exercido os cargos que exerci politicamente, quando eu virei empregado do Fluminense misturaram. Quando o Gil renunciou, assumiu o presidente Manoel Schwartz durante seis meses. Eu estava no Conselho Diretor dele. Então, vivenciei os piores momentos do Fluminense, infelizmente. Mas, vivenciei agora a alegria de nós sermos tricampeões brasileiros.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”: Conte-nos tudo sobre a “FARRA DOS INGRESSOS”.

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Eduardo, a “FARRA DOS INGRESSOS” é... A ‘Farra’ é uma frase forte. O Fluminense foi muito covarde, as pessoas que estavam lá em relação a este episódio. Por quê? Houve uma reunião de diretoria da qual eu participei, onde foram definidos determinados parâmetros de como seria feito a divisão dos ingressos. E tinha gente que queria 500, 600, 700. Eu dei uma sugestão que cada Vice-presidência pudesse ficar com 200 ingressos. Para atender todos os Vice-presidentes e todas as pessoas de seu relacionamento. Naquele jogo nós dobramos o preço do ingresso. As Torcidas Organizadas tinham uma quantidade. E eu sugeri que reduzisse a metade a quantidade da Torcida (Organizada). Até por que... “Olha Torcida, não me bata, não”. Mas, é fato! O ‘Futebol’ ficou com quase cinco mil ingressos. Eu tenho lá, o Léo Rabello comprando ingressos. Pega hoje está lá, o Alexey (Alexey Dantas atual Vice-presidente de Relações Institucionais do “NOVO FLUMINENSE”) comprando ingresso. O presidente Silvio Kelly que reclama, ele não entrou na fila. Ele comprou ingresso lá na sala com a Sandra. Então, as pessoas reclamam, mas todas elas se beneficiaram disso. Eu quero conhecer uma pessoa que, diga que comprou ingresso através de mim e que pagou um centavo a mais. Todos se beneficiaram por conhecimento da facilidade. Houve um grande erro de não ter divulgado quantos ingressos iam pra torcida. Eu reclamei. Tive uma reunião na sala do Departamento Jurídico. Estava lá a Drª Roberta, que continua no Fluminense. Estava lá o Humberto Palma. Foi lá com uma pessoa da BWA, dizendo que ia dar problema, que tinha que mudar o sistema de venda de ingresso. E a resposta que eu obtive é que ‘não podia mudar’, que isso tinha sido decidido numa reunião do Conselho Diretor. No dia da venda, sábado (21/06/08), eu procurei o então Vice-presidente Administrativo, Marcos Lenz, e falei: “Olha, isso vai dar problema, vamos mudar”. Ele simplesmente virou pra mim e disse: “Eu estou viajando”. Foi embora. Eu fui na casa do presidente (Horcades), discuti esse assunto. O resumo é que várias pessoas se beneficiaram disso e ninguém assumiu. Vou dar um exemplo. Pessoas de Brasília, o João Venâncio me ligou, comprou 50 ou 60 ingressos. Está lá hoje, o Marcus Vinicius foi comprar não sei quantos ingressos. Olha só, não é crítica, não. Foi a forma como estava sendo feita. Só que ninguém assumiu sua parcela de culpa nisso. Com culpa ou sem culpa, mas ninguém se posicionou. Aí, acabou estourando na minha mão. Até porque eu não comprei ingresso nenhum. Porque eu não precisava de ingresso para ir no Maracanã.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”: Alguns grupos políticos de oposição ao presidente Horcades tentaram marcá-lo como o principal culpado pela “FARRA DOS INGRESSOS”. Como você analisa essa questão?

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Eduardo, olha não sei se a resposta anterior foi adequada. Eu tenho muita coisa pra falar! Eu talvez vá acabar a sua fita pra contar essa história toda. Mas, as pessoas são covardes, são omissas. Volto a repetir, o Dr° Silvio Kelly que vai lá pra falar, não entrou em fila pra comprar ingresso. Comprou, não sei se foram 10 ou 15 ingressos. O Sérgio Galvão (atual Vice-presidente Médico do “NOVO FLUMINENSE”) não foi pra fila pra comprar ingresso. O Alexey não foi pra fila pra comprar ingresso. Eu tenho lá um cheque do Alexey de R$ 5 mil (reais). Eu que tenho cópia do cheque do Alexey e do Sérgio Galvão. Então, não vejo essas pessoas com moral pra criticar isso. Porque elas foram às beneficiadas da “FARRA DOS INGRESSOS”. Todo mundo se beneficiou e eu fiquei com a culpa. Eu nunca ouvi falar essas pessoas, o Dr° Silvio Kelly, o Sérgio Galvão, o Alexey, falar que compraram o ingresso de forma privilegiada. Compraram! O Dr° Silvio pagou em dinheiro. Mas, do Sérgio Galvão e do Alexey, eu tenho lá a cópia do cheque. E de outras pessoas. Então, eu acho que cada um tem que chegar... Foi tudo muito mal feito, tudo errado. Assumo a minha parcela. Agora, as pessoas que se beneficiaram disso... Quando eu digo se beneficiaram, não é que ganharam dinheiro, não. Mas, compraram sem entrar na fila. Chegar no microfone e criticar? É demais pra mim!



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”: Você foi ‘satanizado’ por estes setores de oposição. Você guarda alguma mágoa do Fluminense? Você voltaria a trabalhar no Fluminense?

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Olha, guardar mágoa do Fluminense, nunca. O Fluminense é uma paixão! Jamais! Eu acho que a questão de voltar a trabalhar no Fluminense, acho que o meu ciclo acabou em relação a trabalhar. Agora, não vou dizer “dessa água não beberei”. Mas, o meu ciclo terminou. Eu acho que posso se solicitado, ajudar o Fluminense. Que é uma coisa que me norteia. É paixão! Só quem é apaixonado sabe o que é isso. Mágoa do Fluminense? Jamais! Até porque o Fluminense é instituição. De pessoas? Também não guardou mágoas no meu coração, nem ódio, nem rancor. De algumas eu tenho até pena, que continuam vivendo na mediocridade de tentar fazer alguma coisa. Tem um ex-Grande Benemérito do Fluminense que faleceu que tem uma frase que pra mim retrata muito o Fluminense: “As pessoas vão para o Fluminense pra fazer trampolim pra vida. E degrau para a notoriedade”. Essa frase é do Everardo Luiz Alves da Cruz Filho, pai hoje do Diretor de Water-polo, o Raul. Uma pessoa que foi super polêmica. Mas, uma pessoa que fez essa frase e é verdade. As pessoas vão para o Fluminense para aparecer, para serem conhecidas. Poucas vão para querer ajudar efetivamente.



Blog “CIDADÃO FLUMINENSE”: Como você avalia as perspectivas e possibilidades da gestão Peter Siemsen que está se iniciando?

CARLOS HENRIQUE CORRÊA: Olha, avaliar não dá pra avaliar. Você bem falou, está se iniciando. Ele (Peter) acertou na colocação de dois Vice-presidentes de forma vital. O Financeiro e o Jurídico. O Vice-presidente Financeiro (Marcelo Adler Cheniaux), não o conheço pessoalmente. Mas conheço de nome. As pessoas falam da atuação dele no mercado. Uma pessoa que está acostumada a se envolver com o volume de dinheiro que o Fluminense tem. Aliás, o volume de dinheiro que o Fluminense manipula e até que deve, pra ele é troco. Então, uma pessoa que consegue ter essa visão, coisa que o Fluminense nunca teve. Acho que, se o Vice-presidente Financeiro continuar é muito bom, excelente para o Fluminense. Outro gol, pra mim, dessa gestão, é ter colocado o Cacá, o Carlos Eduardo (Lopes Cardoso) como Vice-presidente Jurídico. Além de ser um técnico, um bom advogado, é uma pessoa que tem trânsito na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). E através da CBF tem trânsito na Federação (de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Então, eu acho que o Cacá é o “três em um”. Porque ele é um bom técnico, é um bom cara de relacionamento na CBF e na Federação. Então, são as duas áreas vitais que o Fluminense pelo perfil de sua dívida, Financeira e Jurídica. Então, o Fluminense marcou... O Peter marcou um “gol de placa” com esses dois. Agora, o resto como é que vai ser... Não sei. Torço que seja Campeão Carioca, Tetra Campeão Brasileiro, Campeão da (Taça) Libertadores, todos os campeonatos. Eu tenho uma filha de quatro anos, tricolor, que entra em campo. Tenho filho de 25 a 4 (anos). Todos tricolores! Eu tive essa competência nos piores momentos do Fluminense. Então, se eu tenho alguma coisa pra dizer ao presidente Peter: “Boa sorte! Muito boa sorte! Muito sucesso!” Eu vou fazer um parêntesis. Na gestão dele, eu tenho dois grandes amigos, que é o Ricardo Martins, o que precisar ajudar eu estou à disposição. E o Sandro (Sandro Pinheiro Lima, Vice-presidente de Esportes Olímpicos). Infelizmente, parece que eu não sou uma pessoa muito bem quista nisso. Mas, não vou deixar de ser tricolor. Vão me ver no Maracanã direto. Vou estar lá. Sou torcedor como sempre fui.







Cadê o Presidente??? Quem é o Presidente???

Para que tem memória boa não custa muito lembrar que, quando ocorreu aquele ‘imbróglio’ envolvendo o Muricy e a CBF, o presidente Horcades deu uma rápida declaração bastante inusitada. Horcades ficou na entrevista coletiva apenas cerca de cinco minutos. Horcades disse que tinha pacientes em seu escritório esperando-o. Era estranho imaginar que o presidente Horcades fosse dispensar os ‘holofotes’ da imprensa nacional já que estavam tratando do assunto do treinador da Seleção Brasileira (pelo menos por volta de mais ou menos três horas) que acabava de recusar o convite da CBF para cumprir seu contrato de trabalho com o Fluminense. Ou seja, um assunto de interesse nacional.

Com a retirada do presidente Horcades os ‘holofotes’ foram todos direcionados para o Vice-presidente de Futebol do Fluminense, Alcides Antunes, e o presidente da patrocinadora, sr° Celso Barros. Naquela ocasião, eu me lembrava também da apresentação do Fred e outros atletas tricolores. E não tinha como, não reparar, como por coincidência ou obra do destino, sempre que acontecia algo de grande importância relacionado ao futebol tricolor, o presidente da patrocinadora, o sr° Celso Barros, estava presente.

Realmente era uma grande coincidência. E eu me perguntava: “Não era para o presidente do Fluminense, sr° Roberto Horcades, estar na entrevista coletiva dando as devidas informações para a imprensa sobre os motivos que levaram Muricy Ramalho a ficar no Fluminense”??? E achava muito estranho que o presidente Horcades não ficasse para a entrevista. E até as ‘crianças do Parquinho’ de nosso Clube sabem que o ex-presidente nunca ficou chateado de estar diante da mídia esclarecendo alguns fatos. O que não significava que tivesse algum talento para isto. Mas, tudo bem! Aquele episódio passou, mas nossa memória continua boa.

Mas, nesta semana, coincidentemente, ocorreu algo parecido. Durante a entrevista coletiva que o centroavante Washington deu em Mangaratiba, estavam (novamente) apenas o Vice-presidente de Futebol, sr° Alcides Antunes, e o presidente da patrocinadora, sr° Celso Barros. Mas, antes de analisarmos ‘os que estavam presentes’ na entrevista coletiva do Washington, é preciso refletir um pouco sobre a decisão ‘repentina’ do jogador de abandonar sua carreira. Tudo muito rápido não??? No dia do anúncio, Washington declarou ter tomado a decisão nos últimos dois dias. Coincidência ou não, no último domingo, Celso Barros Filho foi apresentado em Mangaratiba, como novo clínico-cardiologista do Fluminense (Mas, não existe “NEPOTISMO” viu gente).

É muito estranha a mudança de idéia do atleta Washington repentinamente. Logo ele que estava tão animado para disputar a Taça Libertadores da América. E principalmente, após o seu médico particular ter dado todas as condições clínicas para que pudesse continuar jogando. Mas, tudo bem! Vamos colocar na conta pessoal do atleta a mudança de opinião. Fica mais bonitinho. Afinal, ele saiu por cima! Saiu como campeão brasileiro. Não é este mesmo o discurso ‘politicamente correto’ e que demonstra a grande união do grupo???

Mas, aí, tudo muito bem, tudo muito bom. Estavam todos muito emocionados. Inclusive nós torcedores que estamos sempre ‘segurando o touro à unha’ nas arquibancadas ficamos muito emocionados com as palavras do nosso querido “CORAÇÃO VALENTE, GUERREIRO TRICOLOR”. Mas, a emoção tomava conta de todos, menos um, o presidente Peter. E por quê??? Porque o Peter não estava lá em Mangaratiba. E por que ele não estava??? Como o presidente do Fluminense não estava lá em Mangaratiba numa hora como essa??? Não era para o presidente do Fluminense (como uma espécie de ‘capitão do navio’) estar ao lado do atleta do Clube naquele momento difícil para todos nós??? Um momento histórico na vida do atleta e de todos nós que vamos perder (dentro dos gramados) o nosso querido “CORAÇÃO VALENTE”. E o presidente do Fluminense não estava lá! Por quê??? Não sei. Mas, gostaria que o ‘presidente de todos os tricolores’ estivesse lá em Mangaratiba representando a instituição Fluminense Football Club. Com todo respeito que merecem o sr° Alcides Antunes e o sr° Celso Barros, mas creio que numa hora como essa ninguém substitui o presidente do Fluminense.

É parece que o atual presidente do Fluminense (Peter) se inspirou no anterior (Horcades) neste caso. É porque no episódio da coletiva de imprensa em que foi anunciado que o Muricy não iria pra Seleção, o presidente Horcades não estava lá. E neste episódio em que o Washington declarou (repentinamente) que estava abandonando o futebol, o presidente Peter também não estava lá. Mas, coincidentemente, o Vice-presidente de Futebol, Alcides Antunes, e o presidente da patrocinadora de futebol profissional, Celso Barros, estavam lá.

E para incrementar ainda mais a entrevista coletiva o presidente da patrocinadora, Celso Barros, tomou a palavra (obviamente) e disse para o Washington: “Em nome da patrocinadora, da Unimed, conversei com o Alcides, conversei com o Muricy, pra convidar você pra estar conosco durante todo o primeiro semestre na Libertadores”. Ué, o presidente da patrocinadora conversou com o Muricy e Alcides??? E O PETER??? ELE NÃO CONVERSOU COM O PETER??? QUEM É O PRESIDENTE DO FLUMINENSE??? CADÊ O PRESIDENTE DO FLUMINENSE??? Onde está a sua autoridade???

Neste aspecto o Peter (presidente atual) já está se parecendo com o presidente Horcades (presidente anterior). Na hora dos grandes pronunciamentos estão de fora. E em seus lugares está o sr° Celso Barros. É o sr° Celso Barros não é bobo, não! Na hora do ‘filé’, ou seja, assuntos de grande interesse nacional para a imprensa, o sr° Celso Barros sempre está presente no papel de “PROTAGONISTA” deixando para os presidentes do Fluminense o papel de “FIGURANTE”. Não é nem “COADJUVANTE” é “FIGURANTE” mesmo. E aí, o sr° Celso Barros vai faturando (como sempre) uma midiazinha pra se fortalecer junto à torcida pra mostrar que “ELE É O CARA”. Mas, “CADÊ O PRESIDENTE DO FLUMINENSE”??? “QUEM É O PRESIDENTE DO FLUMINENSE”???


Saudações Tricolores

Faltou sensibilidade e criatividade

Na última quinta-feira, dia 13/01, a presidenta do Brasil, DILMA ROUSSEFF, esteve no Fluminense, mesmo que tenha sido por pouquíssimos minutos. Ela desceu de helicóptero em direção ao Palácio Guanabara. E o site Poder Online publicou a seguinte matéria:


Dilma e Cabral: pose para fotos e sorrisos desajeitados em meio à tragédia

Após sobrevoar a Região Serrana do Rio de Janeiro, o helicóptero com a presidenta Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral teve que levar a comitiva direto ao Palácio da Guanabara.
Acabou obrigado a pousar no campo de futebol do Estádio do Fluminense, vizinho ao Palácio.
Não é que — descuidado com o clima de tragédia — o vice-presidente administrativo do clube, José Mohamed, entregou camisas do time às autoridades e insistiu numa pose para fotos?

Veja no Poder Online: http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/01/13/dilma-e-cabral-pose-para-fotos-e-sorrisos-desajeitados-em-meio-a-tragedia/

E também na sexta-feira à noite, num programa esportivo da TV ESPN Brasil, um dos apresentadores criticou muito o Fluminense por ter oferecido camisas para Dilma Rousseff e Sérgio Cabral. O apresentador dizia que não existia clima para tal fato, já que nossos governantes estavam voltando da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro que está vivendo um momento de tragédia em um cenário de guerra com mais de 600 mortos.

O site do Globoesporte.com, também deu atenção especial para a fisionomia de constrangimento do governador Sérgio Cabral que é vascaíno ‘super declarado’. Podiam pelo menos recomendar ao Sérgio Cabral para entregar a camisa para seu irmão Maurício que é tricolor.

No entanto existiam outras autoridades presentes que não foram agraciadas com nossa bela camisa. Estavam presentes as seguintes autoridades “excluídas” do direito de ganhar uma camisa tricolor: O senador Marcelo Crivella; o senador Lindberg Farias; o ministro da Defesa, Nelson Jobim; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, o “Tricolor” LUIZ SÉRGIO.

Com toda certeza, se o ministro LUIZ SÉRGIO recebesse uma camisa do Fluminense ficaria mais feliz que o governador Sérgio Cabral. Pois, o ministro LUIZ SÉRGIO sempre que pode comparece aos jogos do Fluminense no Maracanã.

Seria mais elegante e menos constrangedor para o nosso Clube que, devido ao motivo pela qual estavam às autoridades ali presentes, que ao invés de tirarem fotografias com a presidenta e o governador fizessem outro tipo de ‘ação’ mais criativa e apropriada para o momento. Se ao invés de ofertarem camisas do Fluminense, poderiam ter providenciado um cartaz ou uma faixa onde pudesse ser lido algo do tipo: “O FLUMINENSE SE SOLIDARIZA COM A POPULAÇÃO DA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO. TORCEDOR TRICOLOR SEJA SOLIDÁRIO! TRAGA A SUA DOAÇÃO AQUI NAS LARANJEIRAS”.

E tranquilamente, este cartaz ou faixa, seria segurado com muito mais propriedade pela presidenta Dilma Rousseff e demais autoridades presentes para posarem para fotos. E seria muito mais pertinente com o sofrimento do povo fluminense da nossa Região Serrana. Talvez aí, o nosso Clube poderia até ser elogiado através da imprensa. Faltou sensibilidade e criatividade.


Saudações Tricolores