domingo, 11 de novembro de 2012

A opinião de Eduardo Mas

Quem achar que é anti-democrático o sócio-futebol, então, que não se associe.  Que fique chupando dedo e vendo a banda passar.  O torcedor não está obrigado a nada.  Outra coisa, O Inter não é exemplo em tudo.
Eu não quero a história do Inter no Flu. Eu não quero o sócio-futebol do Inter no Flu. Eu quero que o Flu construa e tenha a sua própria história, construa e tenha o seu próprio sócio-futebol. Eventuais erros que possam ter sido cometidos no Inter, não necessariamente se repetirão no Flu e não tornam o sócio-futebol tricolor em si em erro, ainda que alguns equívocos venham a acontecer. Por favor!!! Mais uma coisa. Em todo e qualquer processo, há dificuldades, ajustes, as pessoas precisam digerir melhor as novidades, mas não é por causa dos percalços normais do caminho, que não possamos avançar.  Quando a Vanguarda aprovou o voto direto, alguns, com os mesmos pensamentos de outros agora, criticaram, disseram que era um erro, um absurdo.  Será que foi mesmo um erro?  Vocês preferiam que voltássemos a eleger os nossos presidentes por voto direto somente dos conselheiros? Será que vocês não estão hoje exercendo o mesmo papel dos críticos da Vanguarda de ontem, quando eles lutavam para aprovar o voto direto do associado?
Olha, já estou até imaginando os chatos, os ranzinzas, os críticos de ocasião e de plantão.  Querem ver?  No futuro, a torcida do Flu que se associou ao clube e que votará para presidente, vai eleger alguém que não será competente, vai eleger algum presidente problemático. É possível.  Em uma eleição é possível que se faça uma escolha errada.  Contudo, é da democracia.  Acontece. Os chatos, os negativistas, os críticos de plantão virão, com absoluta certeza, estou tranquilo quanto a isso, dizer que o sócio-futebol no Flu foi um erro, vão dizer "Tá vendo, não falei?!" Não tenham dúvidas, isso ocorrerá. Eu vou estar lá para rir, não da eventual má administração que possa ocorrer, realizada por um presidente que tenha sido eleito diretamente pelo torcedor associado ao clube, mas sim daqueles que estarão vociferando, dizendo que foi um equívoco o sócio-futebol e que estavam ali na espreita, afirmando que já sabiam de ante mão do resultado, somente à espera de algo que não tenha saído exatamente como se desejava.
Alguns dos críticos da gestão, que defendiam uma pureza OMO TOTAL na política do clube, no sentido de que não podiam se aliar nem conversar com players políticos mais antigos, que eu saiba, aderiram a grupos lá dentro. Será que essas pessoas mudaram de pensamento e abandonaram a sagrada "bíblia dogmática"? Ou será que estes se convenceram de que estavam na realidade certos aqueles que compreenderam, há algum tempo, que, para mudar, tinham que entrar no clube, de certa forma jogar o jogo, e tentar democraticamente ganhar espaço e ir obtendo avanços?  Não, não, eu concordo com vocês. Pensando melhor, é verdade, eu concordo. Vocês é que estavam certos.  O clube não avançou nada.  O Museu, o restaurante temático, as novas piscinas que teremos, o Ato trabalhista, o escalonamento e planejamento das dívidas, a renovação de todo o sistema de TI, o Centro de Treinamento que está no forno, prontinho para sair, o fato de estarem sendo pagos todos os impostos, FGTS, INSS, de funcionários e jogadores, evitando acumularem-se novas dívidas em cima das já existentes, uma comissão técnica com profissionais um "pouquinho" mais competentes do que antes, a aprovação do sócio-futebol, da liberdade para explorar uma terceira camisa oficial de forma mais impactante no mercado consumidor do nosso torcedor, de modo a gerar receitas, como fazem os clubes europeus, a reforma do Bar da Piscina, os eventos TTT em outros estados e também no clube para lá assistirmos aos jogos, a facilidade para a aquisição de ingressos via internet, dentro do possível evitando ou reduzindo em muito as filas, afora outras coisas.... É, realmente nada foi feito e, aquilo que o foi, é tudo uma grande porcaria, um enorme engodo, tá tudo ruim, reconheçamos, são uns incompetentes. Eu, como tricolor e associado, devo dizer que estou muito chateado com essa incompetência toda. Esses caras são uns aproveitadores.
Lembro, e lembro muito bem mesmo, quando uns e outros, uns tempos atrás, nem tão distantes assim, diziam que não se queria o sócio-futebol, que era tudo uma grande enganação daquele grupo, que alguns diziam que o nome nem poderia ser dito, "por ser de difícil pronúncia, claro (rsrsrssr)", que não se faria nada, pois estavam coligados com grupos do passado, gente que só fez mal ao clube. É, realmente não se está fazendo nada, não se desejava o sócio-futebol.
Bem, às vezes é necessário coligar-se, fazer política, ceder aqui ou ali, mas, o mais importante é, na coligação da qual se faz parte, manter-se a hegemonia de ideias e de iniciativas. Hegemonia não quer dizer que tudo vai ser imposto pelo seu grupo, que tudo vai ser implementado da maneira exata que se quer, pois, como dito, em tudo na vida temos de fazer concessões, até em nosso âmbito pessoal, quanto mais numa sociedade, mas quer dizer que a ideia básica, o norte que nos sugere o caminho a ser seguido, é aquele que deu início ao movimento, são as ideias do grupo hegemônico. É assim que se avança. Pelo menos na minha forma de ver, embora, claro, eu respeite as demais opiniões e posicionamentos.
Olha, eu fico, sinceramente e com todo o respeito, impressionado com a capacidade de as pessoas somente terem olhos a destacar aspectos negativos, de opinar torcendo o nariz para tudo. Evidentemente que opiniões críticas são importantes. Mas, só há críticas?  Está tudo errado?  Olha, vou te contar....
Desculpem-me, mas algumas pessoas parecem que acordam todos os dias passando mal, diarreia, sei lá, e aí passam o resto do dia emitindo opiniões com o carimbo daquilo que as está afligindo.
Deixo claro, falando sério novamente, que respeito todas as opiniões e muito mais ainda o direito de as pessoas se posicionarem como melhor entenderem. Isso foi uma das maiores vitórias de nossa democracia, da batalha pela qual muitos perderam as suas vidas algumas décadas atrás. E, por eles, tenho enorme respeito.  Portanto, eu respeito as opiniões dos outros, mas também tenho o direito de ter a minha.  E a minha opinião é de que tem muita gente frustrada, muita gente incapaz de reconhecer algo bom, virtudes, em outros caminhos e/ou escolhas que não sejam as suas próprias.  Sabe-se lá porque ou que outros sentimentos e/ou interesses podem estar motivando tais comportamentos.  Contudo, a realidade é dura e dela não escapamos.  Não é à toa que uns avançam, se desenvolvem, e outros vão mais devagar, dando cabeçadas, às vezes até se perdendo pelo caminho ou quase parando. Mas, como dito, faz parte. É do jogo democrático e temos de saber lidar com todos os tipos de opiniões. E eu as respeito, que fique claro.
Abraços e saudações tetra campeãs. No fundo, somos todos companheiros da mesma paixão, da mesma "doença" (no bom sentido, claro).

Edu Mas
Torcedor, Sócio do Fluminense e membro do grupo Flusócio

Antonio Castro Gil ainda é eleitor do Flu?

Para os tricolores que tiveram a oportunidade (como eu) de viver intensamente os maravilhosos anos da década de 1980 as lembranças são inesquecíveis. Uma época simplesmente memorável. Tivemos um time de futebol que dispensa apresentação e narrativas. Tricampeão carioca em 1985 e campeão brasileiro de 1984, o Fluminense era “o time”. Com toda certeza, embora ainda sem a denominação, mas aquele também era um “Time de Guerreiros”. Os rivais tinham que aturar!
Nesta época um tricolor atuava exemplarmente nos bastidores defendendo os interesses do futebol do nosso amado Fluminense. “ANTONIO CASTRO GIL” era o seu nome. “ANTONIO CASTRO GIL FOI VICE-PRESIDENTE DE FUTEBOL DO FLUMINENSE NA GESTÃO DE MANOEL SCHWARTZ (1984-1985-1986)". Como não se lembrar dele?
“ANTONIO CASTRO GIL” nasceu nos anos de 1920, na aldeia de Santa Maria de Vide, cidade de As Neves, estado de Pontevedra (Galícia), Espanha. Bicampeão juvenil de futebol como ponta-esquerda do Sporting de Lisboa na década de 1940. Veio para o Brasil nos anos de 1950, sendo proprietário da “Casa Inglesa”, uma das maiores lojas de louça nos anos 1960/70, na esquina de da Rua 7 de Setembro com Rua da Quitanda. Voltou definitivamente para a Espanha, em 1990, mas fixou residência na cidade de Lisboa.
“ANTONIO CASTRO GIL” ainda está entre nós!” Poderá dizer qualquer tricolor saudoso daqueles anos fantásticos. Na memória e no coração, todos nós trazemos no peito aqueles que nos fizeram felizes. E “ANTONIO CASTRO GIL” foi um deles. No entanto, o Fluminense Football Club não precisava exagerar. 
Com a realização da Assembleia Geral do Fluminense ocorrida neste dia 10/11/12, o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” apurou que o nome de “ANTONIO CASTRO GIL” ainda consta nos cadastros do Fluminense. Entretanto, infelizmente, “ANTONIO CASTRO GIL” não pôde comparecer para exercer a sua cidadania tricolor. E por uma simples razão... “ANTONIO CASTRO GIL FALECEU EM 2004”.
Isso nos faz recordar de uma eleição no Vasco da Gama de “EURICO MIRANDA” em que o nome do grande atleta brasileiro Ademar Ferreira da Silva constava nos cadastros do Gigante da Colina. Imaginamos que o Fluminense tenha a intenção de homenagear “ANTONIO CASTRO GIL”. E ele merece! Mas evidentemente existem maneiras mais respeitosas com a sua memória de se fazer isso. Fica aqui registrada a sugestão para a devida correção.




Camisa do Tetra

Caros membros do Departamento de Marketing,

Gostaria de, humildemente, alertá-los sobre um fato. É público e notório que estamos muito próximos de mais uma conquista, diante disto temos que nos atentar sobre uma coisa que pegou muito mal no título carioca, a camisa comemorativa. Não sei qual foi o "gênio da lâmpada" que teve a infeliz idéia de vestir o time com uma camisa branca, com dizeres em inglês e, o erro mais grave, sem o nome do nosso MEGA PATROCINADOR na entrega das medalhas. Parece besteira, mas é um erro imperdoável e inadmissível, espero que a camisa que venhamos a utilizar após a confirmação de nosso Tetra Campeonato seja algo chamativo e com destaque ao nosso INVESTIDOR, algo tipo um laranja fluorescente com UNIMED escrito de verde marca texto, menos que isso é no mínimo descaso ou deboche com quem, sem a menor dúvida, é o maior responsável por esta conquista, Celso Barros. Ou alguém discute que é o maior Tricolor entre nós? Que é o que mais fez pelo clube, nos tirando do limbo de uma terceirona, não há nem o que pensar, então dêem crédito para quem paga as contas desse nosso super time!
Grato pela atenção e com a certeza que este email só irá de encontro com o que já está sendo feito, me despeço com saudações Tricolores.

Conselheiro Paulo Cesar Ferreira Soares (PC)

sábado, 10 de novembro de 2012

A frustração do voto de 70 mil sócios do Internacional

O Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” no intuito de colaborar com o aprofundamento do processo democrático na política tricolor, apresenta alguns fatos importantíssimos ocorridos recentemente no Sport Club Internacional de Porto Alegre. O Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” não tenta manipular ninguém. Muito menos se utiliza da repugnante prática da “CENSURA”.
É necessário trazer o assunto em questão, apenas na intenção de enriquecer o debate e estimular a livre reflexão dos tricolores. É que o Internacional de Porto Alegre tem servido de ‘fonte de inspiração’ para muitos torcedores de outros clubes do Brasil incluindo muitos tricolores – como exemplo disso e daquilo.
Mas pelo que parece – e os fatos comprovam – o processo político do Internacional “não é esta democracia toda” que andam dizendo por aí. E na correria do cotidiano nem sempre temos tempo de nos informar (mesmo com a internet) sobre todas as coisas que ocorrem “neste mundo de meu Deus”. Por isso, o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” está e estará sempre pronto, atento e vigilante para colaborar com os nossos “companheiros de luta e de glória”.
O fato é que geralmente algumas pessoas citam o Internacional como modelo a ser seguido. Muitos dizem sobre a tão ‘decantada democracia’ do Internacional de Porto Alegre, sobre os seus milhares de sócios com direito de voto para o cargo de presidente do clube. Mas não é isso que se observa no último pleito ocorrido no clube gaúcho.
Na noite da última quinta-feira, dia 08/11, foi reeleito Giovanni Luigi para presidente do Internacional. O atual presidente foi “ELEITO PELO CONSELHO DELIBERATIVO”.

RESULTADO DA VOTAÇÃO DO INTERNACIONAL:
Giovanni Luigi – 166 votos
Luiz Antonio Lopes – 80 votos
Sandro Farias – 64 votos
Brancos – 3 votos
Nulos – 1 voto

Segundo o Artº 24 do “ESTATUTO” do Internacional, “o Presidente, o 1º Vice-Presidente, o 2º Vice-Presidente, são eleitos para um mandato de 2 (dois) anos, em eleição em duas etapas. A primeira, perante o ‘CONSELHO DELIBERATIVO’, que elege duas chapas, dentre as inscritas, que concorrem a segunda etapa perante a ‘ASSEMBLEIA GERAL’ (todos os sócios)”.
Para uma melhor compreensão do pleito colorado, observamos também, ainda no Artº 24, parágrafo 2º, do “ESTATUTO” do Internacional, que diz que “estarão habilitadas a concorrer a segunda etapa da eleição as duas chapas que obtiverem na primeira etapa, a maior votação, desde que o número de votos de cada uma seja igual ou superior a um quarto do ‘COLÉGIO ELEITORAL’ (voto indireto, ou seja, não é ‘voto popular’ onde todos votam).
Como nenhum dos dois opositores de Giovanni Luigi superou a clausula de barreira de 25%, o dirigente seguirá no comando do clube gaúcho no biênio 2013-2014. Dos 346 conselheiros do Internacional aptos a votar, 314 compareceram. O candidato Luiz Antonio Lopes, da “Chapa 2”, ficou a 7 (sete) votos da clausula de barreira. O resultado frustrou mais de “70 MIL SÓCIOS” que poderiam votar em um segundo turno, em 15 de dezembro.
Do lado de fora da votação, conforme prometido, a “TORCIDA GUARDA POPULAR” fez um “PROTESTO” para que a disputa presidencial chegasse ao “VOTO POPULAR”. No próximo dia 15 de dezembro, todos os sócios do Internacional poderão votar para o “CONSELHO DELIBERATIVO”.
Vale destacar que, o candidato Luiz Antonio Lopes (segundo colocado na ‘eleição indireta’) tinha a preferência de mais de 60% dos colorados. Em seu pronunciamento oficial, após o término do pleito, o candidato Luiz Antonio Lopes declarou: “Sócio colorado, renove o Conselho e vote na Chapa 2, pois assim você terá a oportunidade de escolher seu presidente”.
Pelo visto, a democracia do Internacional “não é tão democrática assim”. Pois apenas 314 ‘iluminados’ escolheram o presidente do clube gaúcho. E podemos observar que no Internacional, continuam existindo mais do que nunca, os “FEUDOS” e as “OLIGARQUIAS”. Por enquanto, os tão decantados “70 MIL SÓCIOS CONTINUARÃO A VER NAVIOS”. E o pior é se forem navios “GREMISTAS”.

Para eventuais dúvidas, vejam a matéria no site UOL que diz: “CONSELHO DO INTER REELEGE GIOVANNI LUIGI PRESIDENTE E FRUSTRA VOTO DE 70 MIL SÓCIOS”