terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um coração 58 anos tricolor

Todos nós tricolores estamos vivendo momentos muito especiais. No entanto, recebi a mensagem de um amigo que gostaria de compartilhar com vocês:


Aos nossos jovens guerreiros,
Na vida quando queremos muito conseguir algo, acontecem instantes que esquecemos o que realmente queremos.
Isso acontece porque quanto mais perto ficamos, mais longe nos sentimos.
Quanto mais coragem lutamos para sentir, mais medo sentimos de lutar.
É por isso que vocês, nossos jovens guerreiros, foram desafiados.
Nós nunca sabemos do que somos feitos até aceitar o desafio.
Tão jovens e com tanta coragem no coração, deram-nos uma certeza de que lutam, lutaram e lutarão por um sentimento único.
Do sentimento que representa a certeza de que a esperança estará sempre em nossos
corações.
E nesse momento mágico, os nossos corações viverão em seus corações jovens, valentes e
guerreiros.
Obrigado, por serem nossos jovens guerreiros.
Obrigado, por viverem os nossos sonhos.
Obrigado por lutarem.
Obrigado, do fundo do coração.
Um coração 58 anos tricolor.


Ives Levy

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CARTOLA e o FLUMINENSE

Nesta data de 30 de novembro, podemos relembrar em nossas memórias tricolores, outro dia 30 de novembro. O de 1980. Nesta data, os torcedores do Fluminense Football Club viveriam situações de fortes emoções. Um triste e uma feliz. Começo pela triste.

No dia 30 de novembro de 1980, a música popular brasileira perderia um de seus maiores compositores. E o samba, em especial, o seu maior nome: Cartola. Agenor de Oliveira nasceu em 1908, na Rua Ferreira Viana, no bairro carioca do Catete. Aos onze anos, já morando na Rua das Laranjeiras, n° 285, o menino Agenor de Oliveira gostava de espiar os treinos do fabuloso Fluminense Football Club de Marcos Carneiro de Mendonça, Vidal, Chico Neto, Machado, Mano, Zezé, Welfare e Cia.

Na ocasião, o menino Agenor começava a ser tricolor. Jogava umas peladas num terreno baldio perto do clube e assistia ao início da construção do Estádio das Laranjeiras, com as carretas trazendo terra para as obras e trabalhando o dia inteiro. Nesta mesma época, o menino Agenor mudou-se para o morro da Mangueira. Contudo, a semente tricolor ficara plantada na sua alma e desde então jamais deixou de torcer pelo Fluminense. Alguns anos depois, o menino Agenor de Oliveira, o “Cartola”, fundaria a Estação Primeira de Mangueira.

No final de 1969, a presidente Francisco Laport reuniu toda a diretoria do Fluminense para homenagear Cartola com um almoço. Dentre os presentes estavam João Boueri, Preguinho, Silvio Vasconcellos, Ari Duboc e Paulo Coelho Netto. Visitaram todas as dependências do clube. O autor de “Divina Dama” e “Tempos Idos” parou entusiasmado diante da Taça Olímpica e emocionou-se quando Preguinho contou-lhe que apenas poucos clubes no mundo possuem o troféu. Ao final de sua visita ao Fluminense, ainda na porta da sede, o presidente Francisco Laport disse ao ilustre visitante que voltasse quando quisesse e que bastava dizer ao porteiro: “eu sou o Cartola”. Francisco Laport ainda disse para Cartola: “O Fluminense que é seu o receberá de braços abertos”.

Logo após a contratação do craque Rivelino, o presidente Francisco Horta para incrementar a estréia do grande craque, que seria no sábado de carnaval de 1975 contra seu ex-clube, o Corinthians, resolveu solicitar ajuda a ajuda do mestre Cartola. Foi aí que Horta subiu o morro da Mangueira, o Palácio do Samba, e ao entrar na casa de Cartola e avistá-lo, disse: - Saudações Tricolores! E prontamente, Cartola respondia: - Saudações Tricolores. Francisco Horta precisava do auxílio de Cartola para um plano audacioso: o lançamento da Torcida Manga-Flu, com um desfile da Mangueira. Cartola aprovou a idéia e imediatamente convocou mestre Valdomiro, da bateria, que assegurou a Horta a participação de seus 120 ritmistas.

O desfile da Manga-Flu foi um sucesso. Mais de 70 mil tricolores foram assistir a estréia de Rivelino com milhares de bandeiras e fizeram uma grande festa. Fim de jogo, Fluminense 4 a 1 no Corinthians, com três gols de Rivelino. Francisco Horta, Rivelino e o Fluminense jamais esqueceriam a colaboração do mestre Cartola.

Em 1976, a Máquina do Dr° Horta atingia o seu apogeu junto com Cartola. Após o sucesso de seu primeiro disco, Cartola gravaria neste ano o seu segundo disco. Desta vez, trazia o grande sucesso “As rosas não falam”. Cartola, um verdadeiro “lorde”, se consagrou definitivamente e finalmente chegava no coração do povo brasileiro.

Neste período Cartola fez bastante televisão, ganhou prêmios e gravou discos. Até o dia 30 de novembro de 1980, quando o câncer lhe tirou a vida, aos 72 anos. E no funeral do sambista, na quadra da Mangueira, foi colocada uma bandeira do Fluminense em cima do caixão, que só seria retirada quando o caixão baixou à sepultura. O humaníssimo Cartola, como o Fluminense, virou imortal!

Porém, neste mesmo dia 30 de novembro de 1980, os tricolores viveriam uma felicidade ímpar. Após o bicampeonato da Máquina, o Fluminense voltava a decidir o campeonato carioca. Novamente, o adversário a ser batido seria o Clube de Regatas Vasco da Gama. O Fluminense adquirira o direito da disputa, por ter vencido o próprio Vasco no primeiro turno, numa vitória nos pênaltis por 4 a 1. E o Vasco vencera o segundo turno.

A equipe tricolor começou o campeonato com a torcida ressabiada. Nos anos anteriores, eram comuns os protestos da torcida contra diante da suntuosa sede de Álvaro Chaves, ameaçando um dos orgulhos tricolores, os vitrais franceses. Mas durante o campeonato a equipe dirigida por Nelsinho, apresentando um futebol alegre e de bom nível, foi conquistando a confiança dos tricolores.

Na partida finalíssima, o Fluminense foi a campo absolutamente convicto da vitória. Como quase todo jogo de decisão, a partida não foi lá essas coisas. Apenas no segundo tempo, Nelsinho mandou sua equipe com a exibição da verdadeira face: a do ataque. Já Paulo Goulart, entrou e saiu com seu uniforme intocado e imaculado.

Aos 22 minutos do segundo tempo, convocado a cobrar uma falta na altura do bico esquerdo da área vascaína, Edinho o fez com violência, pegando com a face interna do pé direito. A bola ultrapassou a insuficiente barreira, quicou a um metro de Mazzaropi e, traindo-lhe o reflexo, resvalou violentamente em seu braço, foi ter à trave direita e entrou, configurando o gol que daria o título carioca de 1980 ao Fluminense. Edinho encarnava o espírito vencedor tricolor. Era a vitória do futebol ofensivo tricolor destruindo a retranca ultrapassada do técnico Zagallo.

Ao final da partida, o delírio tricolor era total. A música mais entoada naquele dia era a do papa: “A Benção João de Deus...” Paulo Goulart, Edevaldo, Tadeu, Edinho Rubens Gálaxe, Deley, Gilberto, Mário, Mário Jorge (Robertinho estava contundido), Cláudio Adão e Zezé, confraternizavam-se no gramado durante a volta olímpica e agitavam a torcida tricolor que lotara a sua parte das arquibancadas do Maracanã. Muitos ilustres tricolores, como Telê Santana, Carlos Alberto Torres e Chico Buarque de Holanda, dentre outros, exultavam de alegria nas tribunas.

É importante que os sócios e torcedores do Fluminense cultuem e conheçam um pouco mais sobre a nossa história. Uma história construída por empreendedores, desportistas idealistas e apaixonados por este clube. A história de 107 anos do Fluminense deve ser adequada à contemporaneidade, sem que seja preciso importar modelos da moda. No momento em que todos no clube se imbuírem do espírito vencedor tricolor, elevando o nível dos debates, sabendo separar o joio do trigo, voltaremos a ser o modelo de clube padrão em nosso país.

E como “o mundo é um moinho”, parafraseio o imortal tricolor Nelson Rodrigues: “Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhais para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”.


RECORDAR É VIVER:

CARTOLA:


http://www.youtube.com/watch?v=te2HfDsXcXs


FLU 1980:

http://www.youtube.com/watch?v=7cU3M7Amj8A



Saudações Tricolores

Corredor Tricolor

O nosso amigo e grande tricolor Leonardo Almeida conversou com o massagista do Fluminense Júlio Bransford na viagem de volta do Paraguai após a partida contra o Cerro Porteño pela Copa Sul-Americana. Juntos tiveram a idéia de todos nós tricolores fazermos um “Corredor Tricolor” para esta partida de quarta-feira, na final da Copa Sul-Americana, contra a LDU.

O Leonardo Almedia fez parte de nosso grupo de tricolores que esteve na partida final da Libertadores, em Quito, contra a mesma LDU, em 2008. O Leonardo Almeida também esteve recentemente na partida contra o Sport Recife na Ilha do Retiro, em que o Fluminense venceu por 3 a 0. O Leonardo Almeida é um daqueles tricolores fanáticos que vai onde for preciso para ver o nosso querido “Fluminense Campeão”.

A idéia é lotarmos as ruas no momento em que o ônibus do Fluminense passar nos arredores do Estádio do Maracanã e darmos uma demonstração de carinho e amor ao nosso time do “clube tantas vezes campeão”. A idéia é criarmos uma energia super positiva que nos levará ao título de “CAMPEÃO DA COPA SUL-AMERICANA”. Vamos mostrar para todos, mais uma vez, que “A TORCIDA DO FLUMINENSE É INIGUALÁVEL”. E um enorme corredor de aproximadamente 1 ou 2 Kms. O Leonardo Almeida conta com a mobilização e a colaboração da nossa torcida.

O ônibus do Fluminense deve chegar por volta de 19:45 hs. O Leonardo Almeida pede que os torcedores levem cartazes e bandeiras. O Leonardo Almeida irá colocar a idéia na comunidade do Movimento Popular Legião Tricolor, no Orkut, de onde tem saído grandes idéias e mobilizações da torcida tricolor. Como por exemplo, o comparecimento ao aeroporto Tom Jobim para receber o time do Fluminense após a partida de Quito.

Hoje, segunda-feira, Leonardo Almeida e Júlio Bransford estarão conversando para saber o trajeto do ônibus do Fluminense. Isto será mais um “eu nunca vi isso antes...” na história de nossa espetacular torcida. Contamos com a colaboração de todos os tricolores. Para mais contatos o tel. do Leonardo Almeida é: 7831-6230. E o e-mail: leogama10@hotmail.com

Saudações Tricolores

Tricolor em toda Terra

Neste sábado, dia 28, durante a partida do time de máster do Fluminense e a seleção de Brasília, o “CIDADÃO FLUMINENSE” estabeleceu contato com alguns torcedores do Fluminense que demonstram a grandeza de nossa torcida em todo o Brasil. E isto serve para que muitos dos que frequentam (e também os que não freqüentam) a nossa sede das Laranjeiras, lembrem-se da força da nossa torcida. E que ela jamais será massa de manobra de quem quer que seja.

O Fluminense sempre foi um clube com uma torcida nacional, espalhada por todo país e sempre teve suas fronteiras bem amplas em relação ao Rio de Janeiro. O Fluminense sempre foi e não é de hoje, um clube com uma torcida gigante em todo o Brasil.

O “CIDADÃO FLUMINENSE” será sempre um forte aliado de nossa imensa torcida espalhada pelo nosso continente chamado Brasil. Grande parte de nosso trabalho e missão será levar aos quatro cantos do nosso querido Brasil, informações sobre o cotidiano de nosso clube, os bastidores da política e a nossa rica e singular história. Trabalhamos por nossa torcida e não pela enraivecida disputa pelo poder. Entretanto, temos posição e muita disposição.

Trabalhamos com informação e evidentemente isto agrega valor. Porém, isto requer preparo intelectual e alguma frieza na leitura dos fatos e na elaboração das análises. Guardamos nossas intensas emoções para o momento oportuno. Ou seja, nas arquibancadas assistindo aos jogos do nosso querido Fluminense.

Queremos que os tricolores de todos os cantos do Brasil leiam os nossos textos e possam se sentir como se estivessem no Senadinho, no Bar do Tênis, no Bar do Fidélis, no Bar da Piscina, na Fluboutique, na Sauna, na Churrasqueira ao lado do Ginásio ou em qualquer outro canto do nosso Fluminense, como se lá estivesse. A nossa intenção é esta, levar o que ocorre dentro do Fluminense para os tricolores de todo o Brasil e do mundo inteiro.

E tivemos o grande prazer de fazer contato com o Helder Ponte Filho e o Ricardo. Os dois são grandes companheiros tricolores da capital do Ceará, Fortaleza. Inclusive, Helder Ponte Filho, também conhecido como Dinho trabalha no programa de rádio “FORÇA TRICOLOR”. O programa é na rádio 860 AM Cidade. Ambos vieram para assistir a partida entre Fluminense e Vitória e aproveitaram para dar um pulinho nas Laranjeiras e prestigiaram o jogo de máster do Fluminense.

Outra história muito bonita deste sábado vem do nosso querido Espírito Santo. Encontramos o Pedro, de 45 anos, que estava acompanhado de seu filho Vinicius, de 17 anos. Pedro nos contou que seu outro filho Vítor, de 21 anos (que não estava presente), se chamaria Paulo Vítor. Mas a mãe é flamenguista e não deixou. Então, ficou só Vítor. Foi muito legal, observar o Pedro contando esta história pessoalmente para o nosso eterno ídolo Paulo Vítor e observar a emoção entre os dois. Pedro fez questão de dizer que tem pai e avô tricolores e que começou a torcer na época do Rivelino. Mas para ele a “verdadeira máquina” foi a do tricampeonato de 1985.

Em 2007, após o jogo Fluminense 3 x 0 Goiás, com gols de Thiago Neves (2) e Somália, surgiu a idéia de Pedro e seus amigos, de criar a Guara-Flu (Guarapari-ES). Tinham mais ou menos 20 pessoas. O jogo foi realizado no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacia, região metropolitana de Vitória, capital capixaba. O estádio encontra-se a apenas um quilomêtro do centro de Vitória.

O Espírito Santo possui cerca de 3,5 milhões de habitantes. E segundo Pedro, a torcida do Fluminense é a 3° maior do estado, ficando atrás apenas de Flamengo e Vasco, respectivamente. Pedro nos lembrou que no Espírito Santo “não tem para times de São Paulo”. Em Vitória, o ponto de encontro dos tricolores onde se reúnem é no “La Boana Tricolor”, no bairro Jardim da Penha. Também tem o “Bar do Bigode” que fica no bairro Maruípe.

Portanto, o "CIDADÃO FLUMINENSE" parabeniza o Helder, o Ricardo, o Pedro, o Vinicius, o Vítor e todos os tricolores do nosso querido Brasil. Como diz a canção, "Meu Fluminense escuta teu povo, que veio te apoiar".

Saudações Tricolores