| Nesta quinta-feira, o "CIDADÃO FLUMINENSE" dando provas de seu trabalho sério em prol do Fluminense Football Club, recebeu o convite para participar de uma reunião com o advogado Peter Eduardo Siemsen. Peter, como é mais conhecido nos meios tricolores, foi candidato a presidente na última eleição do Fluminense, em 2007, tendo obtido 631 votos, ficando em segundo lugar. E segundo todos os que participam da política no Fluminense, obteve também uma "grande vitória política". A reunião, realizada na entrada do Parque Aquático Jorge Frias de Paula, inicialmente contou com a presença de Peter, Renato Quaresma (Diretor das Equipes de Natação do Fluminense, Rodrigo Nascimento (empresário que é um dos pré-candidatos à presidência do Fluminense), alguns poucos conselheiros do clube e outros entusiastas da natação tricolor. Com poucas pessoas na reunião, o Diretor Renato Quaresma explicava minuciosamente para Peter e os demais convidados, como andava a natação tricolor desde que assumiu o cargo, em 2006. Renato Quaresma explicou-nos que, entre 1915 e 1978, o Fluminense havia sido campeão carioca (ou estadual) 31 vezes, o Flamengo 9 vezes, o Botafogo 2 vezes e o Vasco nunca tinha sido campeão. Mas, que de 1978 até 2007, o Flamengo havia passado para 34 títulos, o Fluminense ficou com os mesmos 31 títulos, o Botafogo passava para 4 títulos e o Vasco tinha vencido 2 campeonatos. Antes de Renato Quaresma assumir a Direção da Natação do Fluminense, o clube perdia atletas de suas categorias de base para outros clubes. Em 2008, o Fluminense foi "campeão estadual na categoria absoluto", fato este que não ocorria desde 1978. Na equipe de 1978, tinhamos atletas de ponta como, Flávia Nadalutti e Djan Madruga. Ainda na categoria absoluto, o Fluminense conquistou pela primeira vez o título do TOP 16 SWIM MEET, competição anual que reúne os 16 melhores atletas de cada prova. Nas categorias de base a supremacia do Fluminense foi confirmada com a conquista dos títulos dos Estaduais de Verão e Inverno nas categorias petiz, juvenil e junior. Recentemente, foi realizada uma "homenagem aos antigos e novos campeões", onde as equipes de 1978 e 2008 se confraternizaram. Ao final da homenagem, o atacante Fred, do time do Fluminense de futebol, apareceu e autografou uma camisa que foi rifada. Na ocasião, o centroavante tricolor distribuiu simpatia, sorrisos e autógrafos provocando a tietagem dos nadadores. Das 42 provas do Estadual, os nadadores tricolores subiram ao pódio em 39, conquistando 22 medalhas de ouro. Como consolidação do excelente trabalho de formação de atletas nas Laranjeiras, o Fluminense teve 19 atletas convocados para as seleções cariocas infantil, juvenil e junior. Além das convocações nas categorias de base, o Fluminense voltou a ceder atletas para a seleção principal. Julia Siqueira e Felipe dos Santos defenderam o Brasil na etapa de Belo Horizonte da Copa do Mundo. Considerando todas as competições oficiais de 2008, os nadadores do Fluminense subiram ao pódio 1.315 vezes, conquistando 609 medalhas de ouro. Os nadadores tricolores estão fazendo mais finais. Foram quebrados 74 recordes de prova por atletas do Fluminense em 2008, englobando recordes brasileiros, regionais e estaduais. O Fluminense saiu do 40º lugar no ranking brasileiro de todas as categorias para o 6º lugar. Peter não se conteve e perguntou a Renato Quaresma: "- Como se deu o salto de qualidade"? Renato respondeu que, "começou em 2006 com um planejamento". Ensinaram aos atletas o que era o Fluminense na natação e sua imensa tradição. Não tinham recursos, mas procuraram dar apoio para viagens. Passaram a trabalhar com psicóloga, fisiologista, filmar competições e alguns treinamentos. Foram fazer um estágio no Pinheiros de São Paulo. Com tudo isso, o Fluminense virou um centro de excelência. Cada ano que passa a equipe tricolor cresce em qualidade. Ao ser perguntado por Peter se tinham conseguido patrocínio, Renato Quaresma respondeu que os atletas tricolores da natação não tinham ajuda de custo e que agora tem. Gastam R$ 8.000,00 por mês. O orçamento da natação tricolor, está em torno de R$ 105.000,00 por ano, fora o salário dos treinadores. A natação tricolor organizou-se para que não sejam retirados recursos de outros esportes em sua direção. Trabalham por independência total. Renato Quaresma entregou para Peter o "Balanço Fluminense da Natação - 2009". Os recursos da natação são gerenciados pelo Diretor Renato Quaresma. O cadastro da natação tricolor, do juvenil em diante, é de cerca de 80 atletas. Uma história interessante que nos foi contada por Renato Quaresma, foi sobre a atleta Flávia Lacerda, de 16 anos. Flávia é atleta da "categoria Junior 1" do Fluminense. Segundo Renato, o Corinthians ofereceu R$ 1.000,00 por mês para Flávia Lacerda, mas ela recusou-se a trocar as Laranjeiras pelo Parque São Jorge. Ela ganhava apenas R$ 150,00 por mês de ajuda de custo, mas agora passou a ganhar R$ 300,00. Flávia Lacerda é campeã brasileira de natação. Renato pretende incrementar as viagens e trazer mais atletas de ponta para o projeto tricolor. O maior desafio é conseguir manter esta equipe para termos atletas novamente nos Jogos Olímpicos. Num determinado momento, a reunião recebeu a presença de Luis Rafael, técnico da equipe adulta da natação tricolor e mais uma grande quantidade de pessoas, entre nadadores do Fluminense e seus familiares. Eram aproximadamente 60 pessoas no total. Luis Rafael, o técnico tricolor da natação, participou das Olimpíadas de Atlanta (1996) e Sidney (2000). Aí a reunião ganhou um sentido mais amplo, iniciando-se com Renato Quaresma discursando para todos os presentes. Renato passou a palavra para Luis Rafael, e ele disse que: "Nós ganhamos o carioca absoluto. A meta agora é o bicampeonato. No juvenil temos excelentes resultados, mas ainda faltam atletas. Ano que vem, quero ser campeão brasileiro junior. Temos uma equipe muito forte! Em pouco tempo, vamos ter atletas tentando índices para seleção adulta. Estamos buscando que nossos atletas entrem para disputar Sul-Americanos, Pan-Americanos, treinamentos em altitude, como em Serra Nevada, na Espanha. Isto para colocarmos nossos atletas em competições de alto nível, com a participação de nadadores como Michael Phelps e César Cielo. Temos como exemplo a Joanna Maranhão que vai duas vezes por ano para Serra Nevada". Sobre a atleta Julia Siqueira, de 17 anos, da "categoria Junior 2", Luis Rafael disse: "- Ela não tem adversários no Brasil. Por isso, queremos levá-la para competições no exterior. E no absoluto, ela só fica atrás da Joanna Maranhão". Novamente com a palavra, Renato Quaresma disse que: "Nosso trabalho é formar atletas de ponta pelo Fluminense. Queremos que eles fiquem no clube em que aprenderam a nadar. O Rodrigo (Nascimento) vem ajudando". Aí passou a palavra para Rodrigo Nascimento, que disse: "- Queria entender como funcionava a natação. Conheci o Renato. Sou um colaborador e não patrocinador. Estou feliz com os resultados! Com isso, é mais fácil obter patrocínio. Estou pensando em aumentar os recursos que minha empresa repassa para a natação tricolor". Rodrigo Nascimento já foi Diretor de Futsal do Fluminense. No momento seguinte, Peter Siemsen com sua costumeira elegância e simpatia, teve a palavra: "- Em 1997, entrei de sócio no clube, queria saber como poderia ajudar, como que faria. E procurei conhecer o clube. Sempre fui um crítico do que acontecia no clube. Mas, como tricolor de coração, continuei. O que mais eu me impressionei, é olhar no rosto das pessoas da natação, de 1998 para cá. É nítido que algo de muito positivo está acontecendo. Os atletas estão sendo filmados etc. O ser humano está fazend a diferença. O quanto que se faz com tão pouco, no Fluminense. Aqui, R$ 1,00 está valendo R$ 1.000,00. E o ideal, é levar isso para tudo no nosso clube. É um prazer enorme poder entrar nesse grupo. Fui atleta do Iate Clube do Rio e Janeiro e sei o que é a dificuldade de patrocínio. Vamos fazer o Fluminense remar na direção da natação". No final da reunião, percebia-se a satisfação reinante entre as pessoas presentes. Renato Quaresma agradeceu a presença de todos e disse: "- O mais importante é um esforço de todos nós, em prol do Fluminense"! Saudações Tricolores |
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Peter Siemsen e a natação tricolor
Estávamos em General Severiano
| Nesta quarta-feira, quando me preparava para minha atividade "piscineira" no Parque Aquático Jorge Frias de Paula, no Fluminense, deparei-me com a disputa do campeonato estadual de water-polo. Era a decisão do campeonato estadual na categoria Sub-21, entre o Fluminense e o Botafogo. Até aí, tudo bem! O problema é que quando entrei no Parque Aquático, dei de cara com uma "bandeira oficial" do Botafogo Futebol e Regatas, de aproximadamente 3m x 2m, presa na arquibancada. Aquela "bandeira oficial" do Botafogo F. R. me irritou porque podíamos perceber que não era a única, existiam outras bandeiras nas arquibancadas no lado alvinegro. O clima era um pouco tenso, devido não só a histórica rivalidade entre os dois clubes, mas também pela "briga" que houve entre os jogadores do Fluminense e Botafogo, na categoria adulto do water-polo, na semana passada. Estabeleceram uma divisão entre as torcidas na arquibancada do parque aquático tricolor, com direito a cordão de isolamento, no melhor "estilo Maracanã". E muitos seguranças (verdadeiros "armários") para administrar a ordem. Com uma longa experiência de décadas de Maracanã e outros estádios, o que realmente me irritou profundamente, foi perceber que pelo lado alvinegro nas arquibacadas, era nítida a presença de elementos de torcidas organizadas do Botafogo. Enquanto isso, pelo lado tricolor, podíamos ver garotos, garotas e famílias de atletas do clube. Os cânticos de torcida (e sem parar um momento), as coreografias, o balançar de camisas, as músicas de Maracanã, uma certa raiva em relação ao adversário na maneira de torcer, tudo levava a crer que aqueles elementos não fossem atletas do Botafogo F. R. Diante disso, perdi até a vontade de realizar minha atividade "piscineira" e fiquei para assistir a partida. Não entendo "bulhufas" de water polo, mas como não sou cego, sei ver quando é gol. E como "sou tricolor fanático", torço pelo Fluminense em tudo, pode ser campeonato de "cuspe à distância", "porrinha" ou "bolinha de gude". Aí, resolvi ficar para prestigiar a equipe tricolor. O jogo estava 3 a 2 para o Botafogo quando iniciei minha torcida pelo Fluminense. Logo empatamos, 3 a 3. A partida era muito acirrada e disputada, com o placar ficando quase sempre em vantagem de um gol para o Botafogo e o Fluminense empatando. O banco alvinegro vibrava intensamente nos momentos de seus gols. Em alguns momentos o Botafogo abria dois gols de vantagem e o Fluminense empatava, jogávamos pelo empate. O tempo passava e percebia que, pelo avançar da hora, não poderia desenvolver meu lado "piscineiro" naquela noite. Tudo bem, me restava o meu lado torcedor. Já no final da partida, novamente o Botafogo abriria dois gols de vantagem. O Fluminense se esforçava ao máximo para reduzir o marcador, mas a energia que vinha das arquibancadas, "por incrível que pareça" era toda a favor dos alvinegros, o que me irritava mais ainda. Ficava pensando: "enquanto o presidente Horcades estabelece uma rivalidade com nossas torcidas organizadas, nossos adversários torcem em nossa casa como se fosse a deles". Parecia que, "estávamos em General Severiano"! No final, não deu! O Botafogo venceu por 10 a 7. Não realizei minha atividade "piscineira" e perdemos o título. Me dei conta que, a infinidade de "seguranças" eram contratados pelo Botafogo. Com isso, os jogadores e torcedores alvinegros sentiram-se completamente à vontade para "vagarosamente" retirarem-se das dependências do Fluminense Football Club. Embora, antes que se desse a retirada dos alvinegros, tivemos que suportar a humilhação de dentro do Fluminense escutarmos várias vezes o Hino do Botafogo e os cânticos de seus torcedores. Realmente, parecia que "estávamos em General Severiano". O consolo para que a noite não fosse tão desastrosa, foi saber que na preliminar o Fluminense foi campeão estadual de water-polo na categoria infanto-juvenil. Vencemos o Tijuca Tênis Club por 4 a 0. Mas, não diminuiu o dissabor de sentir que "estávamos em General Severiano". Saudações Tricolores |
Engenhão - "2 anos"
| O mais moderno estádio do Brasil, o Estádio Olímpico João Havelange, carinhosamente apelidado pelos torcedores como "Engenhão", foi inaugurado no dia 30 de junho de 2007, com uma partida entre Fluminense e Botafogo, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. João Havelage que presidiu a FIFA entre 1974 e 1998 é presidente de honra do Fluminense Football Club. O primeiro gol marcado no estádio foi feito pelo atleta tricolor Alex Dias. No final, o Fluminense perdeu por 2 a 1. Os ingressos se esgotaram no primeiro dia de venda e 43 mil pessoas assistiram a partida. Em junho de 2007, nas comemorações da conquista da Copa do Brasil, na Tribuna de Honra do Estádio das Laranjeiras, o presidente do Fluminense, srº. Roberto Horcades fez mais um discurso empolgado de acordo com seu estilo "verborrágico" e "falastrão": "Estamos em acordo com a Prefeitura. O Engenhão será nosso e terá o nome de Arena Unimed, consolidando de vez a parceria. Cumpri todas as minhas promessas e essa é a única que faltava". Bem, como é do conhecimento de todos, o Fluminense não ficou com o estádio que leva o nome de seu presidente de honra. O estádio ficou com o Botafogo Futebol e Regatas, simplesmente porque o srº. Roberto Horcades perdeu a disputa de maneira incompetente para o Botafogo, sem ao menos, até hoje, ter dado uma "satisfação convincente" aos sócios e a imensa torcida do Fluminense pelo seu fracasso. Saudações Tricolores |
A Tijuca e o Flu
| Neste dia 1º de julho a Tijuca completou 250 anos. É um dos bairros mais antigos do Rio de Janeiro, com tempo de existência superior ao de muitas cidades brasileiras. A Tijuca no passado foi a região onde encontravam-se as maiores e melhores plantações de café do império, que foi a atividade econômica que sustentou o Brasil por um longo período. A Tijuca como o Fluminense, tem um aspecto muito singular em sua história: TRADIÇÃO. A Tijuca é um bairro tradicional conhecido pelo orgulho de seus moradores, os "tijucanos", com o lugar onde moram. A Tijuca nos deu grandes tricolores como Tom Jobim (nasceu na Tijuca, mudando-se posteriormente para Ipanema), Ivan Lins, dentre outros. Na Tijuca, típico bairro de classe média, encontramos uma grande quantidade de tricolores. A Tijuca é o 6º bairro com maior número de sócios do Fluminense Football Club. São 3,7% do sócios, segundo dados de 2007, do próprio Fluminense. Na Praça Xavier de Brito ("praça dos cavalinhos"), no aconchegante "Bar do Pavão", temos um verdadeiro reduto de tricolores, onde assistir os jogos do Fluminense pela TV, sempre é uma festa. Entre 1978 e 1981, criamos a Torcida Tijunense (única torcida do Fluminense, que até hoje levava "Nense" em seu nome) que era um verdadeiro "exército de brancaleone" tricolor. Saudações Tijucanas e Tricolores |
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