quinta-feira, 2 de julho de 2009

Estávamos em General Severiano

Nesta quarta-feira, quando me preparava para minha atividade "piscineira" no Parque Aquático Jorge Frias de Paula, no Fluminense, deparei-me com a disputa do campeonato estadual de water-polo. Era a decisão do campeonato estadual na categoria Sub-21, entre o Fluminense e o Botafogo. Até aí, tudo bem! O problema é que quando entrei no Parque Aquático, dei de cara com uma "bandeira oficial" do Botafogo Futebol e Regatas, de aproximadamente 3m x 2m, presa na arquibancada.

Aquela "bandeira oficial" do Botafogo F. R. me irritou porque podíamos perceber que não era a única, existiam outras bandeiras nas arquibancadas no lado alvinegro. O clima era um pouco tenso, devido não só a histórica rivalidade entre os dois clubes, mas também pela "briga" que houve entre os jogadores do Fluminense e Botafogo, na categoria adulto do water-polo, na semana passada. Estabeleceram uma divisão entre as torcidas na arquibancada do parque aquático tricolor, com direito a cordão de isolamento, no melhor "estilo Maracanã". E muitos seguranças (verdadeiros "armários") para administrar a ordem.

Com uma longa experiência de décadas de Maracanã e outros estádios, o que realmente me irritou profundamente, foi perceber que pelo lado alvinegro nas arquibacadas, era nítida a presença de elementos de torcidas organizadas do Botafogo. Enquanto isso, pelo lado tricolor, podíamos ver garotos, garotas e famílias de atletas do clube. Os cânticos de torcida (e sem parar um momento), as coreografias, o balançar de camisas, as músicas de Maracanã, uma certa raiva em relação ao adversário na maneira de torcer, tudo levava a crer que aqueles elementos não fossem atletas do Botafogo F. R.

Diante disso, perdi até a vontade de realizar minha atividade "piscineira" e fiquei para assistir a partida. Não entendo "bulhufas" de water polo, mas como não sou cego, sei ver quando é gol. E como "sou tricolor fanático", torço pelo Fluminense em tudo, pode ser campeonato de "cuspe à distância", "porrinha" ou "bolinha de gude". Aí, resolvi ficar para prestigiar a equipe tricolor. O jogo estava 3 a 2 para o Botafogo quando iniciei minha torcida pelo Fluminense. Logo empatamos, 3 a 3. A partida era muito acirrada e disputada, com o placar ficando quase sempre em vantagem de um gol para o Botafogo e o Fluminense empatando. O banco alvinegro vibrava intensamente nos momentos de seus gols. Em alguns momentos o Botafogo abria dois gols de vantagem e o Fluminense empatava, jogávamos pelo empate.

O tempo passava e percebia que, pelo avançar da hora, não poderia desenvolver meu lado "piscineiro" naquela noite. Tudo bem, me restava o meu lado torcedor. Já no final da partida, novamente o Botafogo abriria dois gols de vantagem. O Fluminense se esforçava ao máximo para reduzir o marcador, mas a energia que vinha das arquibancadas, "por incrível que pareça" era toda a favor dos alvinegros, o que me irritava mais ainda. Ficava pensando: "enquanto o presidente Horcades estabelece uma rivalidade com nossas torcidas organizadas, nossos adversários torcem em nossa casa como se fosse a deles". Parecia que, "estávamos em General Severiano"!

No final, não deu! O Botafogo venceu por 10 a 7. Não realizei minha atividade "piscineira" e perdemos o título. Me dei conta que, a infinidade de "seguranças" eram contratados pelo Botafogo. Com isso, os jogadores e torcedores alvinegros sentiram-se completamente à vontade para "vagarosamente" retirarem-se das dependências do Fluminense Football Club. Embora, antes que se desse a retirada dos alvinegros, tivemos que suportar a humilhação de dentro do Fluminense escutarmos várias vezes o Hino do Botafogo e os cânticos de seus torcedores. Realmente, parecia que "estávamos em General Severiano".

O consolo para que a noite não fosse tão desastrosa, foi saber que na preliminar o Fluminense foi campeão estadual de water-polo na categoria infanto-juvenil. Vencemos o Tijuca Tênis Club por 4 a 0. Mas, não diminuiu o dissabor de sentir que "estávamos em General Severiano".

Saudações Tricolores

4 comentários:

  1. BRIN-CA-DEI-RA!!!!!!!! As vezes preferia não ter que ler um negócio desses... é simplesmente revoltante!! Vou ter que desabafar: o Fluminense é um clube de trouxas, otários, bananas, bundas-moles!!! Rapaz, eu ia ficar pra morrer com um negócio desses. Ainda mais dentro do nosso clube!!!! E ainda mais pro chorafogo!!!!!!!

    Eu já fico revoltado quando vejo torcedores de outros times comprando ingressos em nossa bilheteria, imagina isso daí que você esta relatando... Será que aconteceria algo similar no Boca Juniors? Ou mesmo no Parque São Jorge? Não sei, só sei que no Flu acontece.

    E mais: não é terminantemente proibido entrar no clube com camisas de outras agremiações??!??

    O Fluminense tem que aprender a ser mal, a ser mais bandido, ao menos dentro de casa. Vai vir de gracinha na minha casa? Vai aprender uma lição da boa! Vai vir comprar ingresso na minha bilheteria com a camisa de um rival só pra provocar? Vai voltar com um dente a menos pra casa. Ora, caso contrário é muita "bananisse". Ora o cara vem, invade minha casa, come minha mulher, depois assalta a geladeira, cospe no chão e ainda quer ser bem tratado????

    Não sou politicamente correto, e gostaria que alguns poucos torcedores do Flu também não o fossem.

    ST.

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  2. Entrei de Socio do Flu quero poder ajudar a nunca mais ter que ouvir ou ler algo assim na minha vida.
    Saudações Tricolores

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  3. Rogério Pecegueiro3 de julho de 2009 18:30

    É difícil: quando há partidas de qualquer desporto, permite-se entradas de atletas e torcida adversária. O problema aí, é que eles passam dentro do convívio social do Fluminense, xigando, esculachando a instituição, sendo na frente dos sócios e de seus filhos ou o escambal. Qual a imagem passada para as crianças no Fluminense quando episódios assim acontecem? Realmente há de se pensar quanto a realizações de jogos na sede do Fluminense envolvendo adversários de maior rivalidade.

    P.S.: E depois vêm dizer que uma possível retirada do Futebol da sede do Fluminense seria por uma melhoria para o Clube. E agora: vão tirar os esportes de quadra e o water polo também?

    Rogério Pecegueiro
    super_flu100@hotmil.com

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  4. Rogério Pecegueiro3 de julho de 2009 19:08

    De acordo com o Estatuto do Fluminense: Quem desrespeitar a instituição dentro das suas dependências, sendo este sócio, visitante,... Este terá de ser retirado...
    Também: é proibido a entrada de qualquer pessoa vestindo uniforme de qualquer outra instituição esportiva, sendo do Brasil ou do exterior, salvo se ATLETA EM COMPETIÇÃO.

    Problema: como fazer valer o estatuto quando tais constrangimentos ao Clube e para o meio social acontecem dentro de um evento esportivo ou na entrada e saída desses elementos estranhos ao convívio diário da Sede?
    Ou seja: o que aconteceria se um grupo da fúria jovem constranger aquele filho de um tradicional sócio proprietário e torcedor assíduo do Fluminense dentro das dependências do Clube, e esse tomar justa defesa da sua amada instituição suas próprias mãos? No mínimo, esse assíduo heróico torcedor e sócio proprietário do Fluminense receberá uma ADVERTÊNCIA por ter participado de uma briga dentro das dependências do Clube.

    Rogério Pecegueiro
    Super_flu100@hotmail.com

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