terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Carioca de 1971" na "51ª FEIRA DA PROVIDÊNCIA"

Estarei no próximo sábado, dia 03/12, na “51ª FEIRA DA PROVIDÊNCIA” para mais uma tarde de autógrafos do livro “Carioca de 1971: a verdadeira história da vitória do Fluminense sobre a Selefogo alvinegra”.

Terei a excelente companhia de MARCO ANTONIO (ex-jogador do Fluminense de 1971) e BRITO (ex-jogador do Botafogo de 1971. Será realizado um debate de cerca de uma hora, sobre o Campeonato Carioca de 1971 e o jogo final entre Fluminense e Botafogo. Os leitores e leitoras também participarão do debate com perguntas. Esse debate promete!

Data: 3 de dezembro - Sábado

Horário: 14:30 hs

Local: Estande Mais Memória – Pavilhão II – Estande 346.

Feira da Providência – Rio Centro

domingo, 27 de novembro de 2011

"SÃO CASTILHO" - "84 ANOS"

Paulista (um dos maiores torcedores do Fluminense de todos os tempos) e Castilho comemoram o título de Campeão Carioca de 1964


Hoje, dia 27 de novembro, é a data de aniversário de uma das maiores lendas da inigualável História do Fluminense. No dia 27 de novembro de 1927 nascia CARLOS JOSÉ CASTILHO. Exatamente há 84 anos.

CASTILHO com toda justiça, foi homenageado na sede do Fluminense com um lindo busto para fique imortalizado e eternamente seja reverenciado pelas futuras gerações de tricolores. E que fique não apenas imortalizado o homem, Carlos José Castilho. Mas para que fique imortalizada “a lenda”, "o exemplo", "o mito" de CASTILHO. CASTILHO pode ser denominado de várias formas: lenda, mito, ídolo, rei, fidalgo, goleiro, craque, milagroso, leiteria, São Castilho e muitas outras.


Estréia da Seleção Brasileira em 1950. Brasil 2 x 0 Paraguai, em São Januário, jogo válido pela Taça Oswaldo Cruz. Em pé: Juvenal, Nílton Santos, Danilo, Bauer, Castilho, Bigode e Johnson (massagista); agachados: Mário Américo (massagista), Friaça, Maneca, Baltazar, Pinga e Rodrigues

CASTILHO marcou gerações e gerações de tricolores e continuará marcando por toda a eternidade. Pois, “tudo pode passar, só o Tricolor não passará jamais”, como diria o gênio Nelson Rodrigues. Falar de CASTILHO é falar da alma tricolor. Muitos jogadores deram o sangue em uma partida, em um campeonato, mas só CASTILHO deu uma parte de seu corpo por seu amado Clube. E este Clube tem nome e sobrenome: FLUMINENSE FOOTBALL CLUB.

Em certa ocasião, segundo o médico Newton Paes Barreto, CASTILHO deveria ficar um período de dois meses em tratamento, pois tinha uma séria contusão no dedo mínimo esquerdo. CASTILHO em nenhum momento teve dúvidas e fez a opção pela amputação parcial do dedo mínimo. Após duas semanas da amputação, CASTILHO estava de volta aos gramados para defender heroicamente o nosso querido Fluminense.


Jogo de estréia do Fluminense de Pouso Alegre (MG). O Tricolor carioca venceu por 4 a 0. Vemos a partir da esquerda, Murilinho, Mirim, Nanati e Castilho antes da partida em 1946.


CASTILHO foi o jogador que disputou o maior número de partidas em todos os 109 anos de História do Fluminense. Foram 696 partidas. CASTILHO jogou pelo Fluminense de 1947 a 1964. CASTILHO jogou 255 partidas pelo Fluminense sem levar gol. É o equivalente a 36% dos jogos que disputou.

CASTILHO foi Campeão Carioca pelo Fluminense em 1951, 1959 e 1964. CASTILHO foi Campeão do Torneio Rio –São Paulo em 1957 e 1960. CASTILHO foi Campeão do Mundo em 1952 pelo Fluminense. CASTILHO participou pela Seleção Brasileira das Copas do Mundo de 1950, 1954, 1958 e 1962. Todos nós tricolores devemos reverenciar sempre a memória de CARLOS JOSÉ CASTILHO. Pois, "CASTILHO É O FLUMINENSE".


"VIVA CASTILHO"

sábado, 26 de novembro de 2011

Mário Lago - "100 ANOS"

Mário Lago vestido com o "manto tricolor"


Mário Lago nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de novembro de 1911. E neste dia 11 de novembro de 2011, celebramos o “CENTENÁRIO DE MÁRIO LAGO”. Mário Lago dispensa apresentações. Advogado, poeta, radialista, compositor e ator, Mário Lago foi um homem do século XX com múltiplos talentos.

Mário Lago também foi um grande “militante comunista”. A militância comunista de Mário Lago fez com que ele fosse preso sete vezes em sua vida. Mário Lago foi preso em 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969. Mário lago teve cinco filhos. E um de seus filhos, Luiz Carlos, recebeu este nome em homenagem ao líder comunista Luiz Carlos Prestes.

O time de 1918, que seria Tricampeão Carioca em 1919. O time inesquecível de Mário Lago: Chico Neto, Vidal, Laís, Marcos, Oswaldo, Otelo (reserva) e Fortes; ajoelhados: Mano, Zezé, Welfare, Machado e Bacchi. Um timaço!





Mário Lago também era um apaixonado torcedor do Fluminense. E sobre a sua paixão pelo Fluminense, Mário Lago escreveu uma coluna para a revista Placar, “as maiores torcidas do Brasil”, de abril de 1979, dedicada ao Fluminense, seu clube do coração. A coluna chamava-se: “Meu time inesquecível”. E o Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” homenageia o “CENTENÁRIO DE MÁRIO LAGO” reproduzindo seu texto da revista Placar.



“Foi a primeira vez que fui a um campo de futebol. Meu tio me convidou e fomos juntos assistir Fluminense e São Cristóvão. Era o ano de 1918. Naquela época o campo das Laranjeiras não era como agora. Era tudo bem diferente, a torcida era muito educada e sabia apreciar o bom futebol. Por isso é que guardei nas lembranças daquele jogo.

Minha ida ao campo naquele dia teve um significado muito especial na minha vida. Eu não sabia nada de futebol, não me interessava, principalmente porque estava ainda para completar 8 anos e, como criança, tinha outros interesses. Mas fiquei impressionado com a magia do Fluminense, que era uma verdadeira academia de jogar futebol e naquele dia venceu o São Cristóvão por 4 a 3.

Quando tive o primeiro contato com a torcida, fiquei deslumbrado. E no campo via jogar um time veloz e elegante. Tudo isso me fez decidir, exatamente naquele dia, que eu seria um tricolor. Mas tricolor no duro, não da boca pra fora.

Gostei tanto daquele espetáculo e comecei a me interessar de tal maneira pelo Fluminense, que nunca mais esqueci os nomes daquela equipe:Marcos, Vidal, Chico Neto, Laís e Oswaldo; Fortes e Mano; Zezé, Welfare, Machado e Bacchi. Timaço!

Com o passar do tempo, fui me tornando um apreciador do futebol. Aquele time tinha uma formação inteiramente diferente das atuais. Os beques, por exemplo, ficavam plantados, um pouco à frente do goleiro. O meio-de-campo não se deslocava tanto e os pontas eram pontas mesmo, iam com tudo pra cima dos laterais.

Aquele meu time inesquecível foi tricampeão de amadores. Marcos era um goleirão, conhecido pela elegância, não só nas defesas, mas também na maneira de se vestir. Usava uma fita roxa no calção, era cheio de detalhes, mas muito homem. Já o Vidal era raçudo, um dos jogadores mais raçudos que vi jogar. O adversário tinha que tirar a cabeça da frente, se não ele chutava; e se pegasse em alguém, matava. O Chico Neto tinha uma categoria e violência. Por ele, um dos dois não passava: o jogador ou a bola. O Laís marcava toda a ala direita. Naquele tempo não tinha esse negócio de cobertura, não, o beque tinha que se virar. E passar pelo Laís era fogo! O Oswaldo dava a mesma segurança. Mas um dos caras que mais marcaram minha lembrança foi o Fortes. Ele era catimbeiro e malandro: uma vez – e isso eu vi – um adversário passou por ele na corrida, ele emparelhou e a torcida escutou um grito – o Fortes tinha enfiado o dedo no olho do cara... Esse Fortes com 17 anos já estava na Seleção.

No meio-de-campo, junto com o Fortes, jogava o Mano, que era irmão do Preguinho, isto é, tinha por quem puxar. No ataque, Welfare era daqueles que dizem ‘joga a bola na frente que eu vou lá’. Vi Welfare derrubar muito goleiro pra entrar com bola e tudo. Também, naquele tempo o atacante podia chargear o goleiro que não era falta. O Welfare era peitudo, uma espécie de Vavá. Já o Zezé era um dos jogadores mais técnicos do time, e juntava seu refinamento a uma grande facilidade para driblar. E o Bacchi tinha a virtude de ser veloz, muito veloz, como convinha a um ponta.

Completando o time, Machado. Se o Welfare era o Vavá, Machado era o Jair Rosa Pinto, pois tinha um chute fortíssimo, impressionante. Aliás, falar em Machado me faz lembrar um fato que aconteceu comigo recentemente. Fomos gravar a novela ‘Nina’ numa fazenda no Vale do Paraíba. Lá, fiquei sabendo que a fazenda era de um filho do Machado. Eu lhe disse que tinha visto seu pai jogar, nós recordamos o Tri e muitas outras coisas. Foi mais um momento de grande emoção que o Fluminense me proporcionou.”



Relembre um pouco da obra de Mário Lago

"Seu Fidélis" - "Eterno Guerreiro Tricolor"

"Seu Fidélis" e Alex Terra, o 'Fidelinho'


O Fluminense na manhã desta sexta-feira perdeu mais um de seus grandes “fidalgos tricolores”. Faleceu aos 76 anos o nosso querido “Seu Fidélis”. O falecimento de "Seu Fidélis" ocorreu devido a complicações da diabetes. Fidélis André Terra era o nome do nosso querido “Seu Fidélis”. Muito querido por todos no Clube, “Seu Fidélis”, dono do “BAR DO FIDÉLIS”, estava há mais de 41 anos no Fluminense.

“Seu Fidélis” com sua elegância, fidalguia e sempre disposto a servir bem a todos no Fluminense, tornou-se uma figura emblemática em nosso Clube. “Seu Fidélis” fez e faz parte da vida de várias gerações de tricolores.

“Seu Fidélis” era um verdadeiro patrimônio do nosso Fluminense. “Felizes foram os tricolores que puderam tomar um cafezinho servido gentilmente pelo Seu Fidélis”.

“Seu Fidélis” era o avô de “ALEX TERRA”, o ‘Fidelinho’, um dos nossos grandes campeões. “ALEX TERRA” jogou no Fluminense de 2001 até 2007 e foi uma peça fundamental no time Campeão Carioca de 2005, treinado pelo técnico Abel Braga.

O Blog “CIDADÃO FLUMINENSE” externa os “sinceros sentimentos” a todos os familiares do “Seu Fidélis”, com a plena certeza de que ele sempre estará na nossa lembrança e em nosso coração.

O ex-jogador e “eterno ídolo tricolor” MANFRINI certa vez declarou seu amor ao Fluminense. Em sua declaração de amor ao Fluminense, Manfrini destaca alguns aspectos do nosso Clube. E em especial, Manfrini disse que gostava “do Bar, onde tinha o Fidélis que fazia o café. Era uma coisa que entrou no sangue”.



Veja Manfrini declarando seu amor ao Fluminense e homenageando “Seu Fidélis”
http://www.youtube.com/watch?v=iTdt7AmRxLE8feature=related