sábado, 3 de outubro de 2009

O melhor "dia 3 de outubro" de nossas vidas

Como era bom viver em 1976. Como era bom ser Fluminense em 1976. Como diria o imortal gênio tricolor Nelson Rodrigues: “Ai do clube que não cultiva santas nostalgias”. E bem que a taça de campeão poderia estar guardada nas Laranjeiras muito antes. Mas, não: a “máquina” do Dr. Horta havia falhado inexplicavelmente naquele dia 29 de agosto. O Fluminense vencia o Vasco por 2 a 0, gols de Gil e Erivelto, mas permitiu que o adversário reagisse e chegasse ao empate. O resultado obrigava a realização de uma nova partida.

Mas um novo jogo em que data? O campeonato brasileiro estava para começar e tanto o Fluminense como o Vasco já tinham jogos programados. O campeonato brasileiro começou sem que o campeão carioca de 76 fosse conhecido.

Passaram-se pouco mais de dois meses até 3 de outubro, dia finalmente escolhido para a grande decisão entre Fluminense e Vasco. Desta vez teríamos o campeão. Em caso de empate, prorrogação e pênaltis. O Fluminense reanimado só pensava na vitória e no bicampeonato.

E a torcida tricolor voltou a se esquentar. No dia 2 de outubro, um sábado de sol véspera da grande decisão, os bairros da zona sul do Rio amanheceram em festa. As praias de Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra estavam repletos de bandeiras tricolores. O barulho das buzinas dos carros era intenso e a cada esquina da cidade, batucadas ensaiavam nas ruas o carnaval da vitória. Os bares e butecos estavam lotados e em todas as rodinhas o assunto era um só: a grande decisão de amanhã.

No domingo, dia 3 de outubro, com o mesmo calor e sol do sábado, a torcida do Fluminense, antes das duas da tarde já ocupava seu lugar nas arquibancadas do Maracanã, à esquerda da tribuna de honra. Há muito tempo não se via a torcida tricolor tão fervilhante. Nesta tarde, o Maracanã era verde, vermelho e branco. A torcida do Vasco era claramente inferior no estádio.

A torcida tricolor eufórica saudava a entrada do Fluminense em campo. Renato puxa a fila, seguido de Rubens Galaxie, Carlos Alberto, Miguel, Rodrigues Neto, Pintinho, Paulo César, Gil, Doval, Rivelino e Dirceu. O uniforme era o tricolor. E uma enorme nuvem de pó-de-arroz como há muito não se via surge no Maracanã.

Com a bola rolando, desde os primeiros momentos o Fluminense trata de sufocar o Vasco impondo sua superioridade técnica. Abel e Renê arrepiam na defesa tentando intimidar Rivelino, Doval, Dirceu e Paulo César. Mas os tricolores não se acovardam. Estão endiabrados e envolvem a defesa vascaína, com tabelas perfeitas.

O Fluminense, porém, não consegue traduzir sua superioridade em gols. Termina o primeiro tempo em 0 a 0 e a tensão no Maracanã aumenta. Mas Carlos Alberto com grande atuação dá tranqüilidade à zaga e ao resto do time. Aos sete minutos, Dirceu recebe uma bola açucarada de Paulo César, mas desperdiça a excelente chance de marcar. Um pouco depois, Rubens Galaxie acerta uma pedrada no travessão de Mazzaropi e a torcida tricolor se levanta, mas o grito de gol não sai.

Termina o jogo e o empate obriga a realização da prorrogação. Os primeiros 15 minutos se esgotam e o placar continua em branco. Decidir nos pênaltis não seria justo pelo futebol tricolor. E o Vasco era mestre em ganhar títulos desse jeito.

Nos 15 minutos finais, a partida continua a mesma, o Fluminense abafa, sufoca e o Vasco se defende como pode. Faltando apenas quatro minutos para o final da partida, Paulo César tem um tiro indireto para cobrar pela esquerda. Bate alto e Pintinho desvia de cabeça para a área. Doval sobe mais que Abel e coloca a bola no canto direito de Mazzaropi, sem defesa para o goleiro.

É o gol do Bi! É o gol do título! É o gol que leva a torcida tricolor à loucura, ela que passou pelo menos 75 minutos gritando, incentivando sua equipe. E o Maracanã se transforma numa nuvem de pó-de-arroz.

“Horta, Horta, Horta!” Os gritos são uma homenagem ao presidente que transformou inteiramente o clube e montou uma “máquina” de jogar futebol. Horta entende o recado. Desce da tribuna de honra para o campo, unindo-se aos jogadores na comemoração. Carlos Alberto, o “capitão do tri” sem dúvida era o mais emocionado de todos. Mas não era o único. No vestiário, todos visivelmente esgotados e emocionados comemoravam intensamente o título.

Das 127.052 pessoas que assistiram à grande final, pelo menos 70 por cento eram torcedores tricolores. A torcida tricolor iniciaria o carnaval da vitória ainda no Maracanã. Depois, saiu num enorme desfile pelas ruas do Rio de Janeiro até a sede das Laranjeiras. Nas Laranjeiras, encontraram os portões do histórico estádio abertos e muito chope para comemorar o bicampeonato.

O sonho de Francisco Horta estava realizado. Sua “máquina” havia triturado todos os adversários. E o nome do presidente Horta entrava para a história do tricolor com o mesmo destaque de craques como Rivelino, Paulo César, Carlos Alberto, Pintinho ou Doval. E como era bom ser apenas um garoto de 11 anos em 1976. Viva a “Máquina”!

Saudações Tricolores

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É a vez do Rio!

É hoje! Vivemos um dia histórico em nosso país onde a cidade do Rio de Janeiro, a nossa cidade maravilhosa pode ser escolhida como a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Todos nós brasileiros e em especial nós cariocas vivemos momentos de muita ansiedade e expectativa. Tornar-se até um pouco difícil traduzir em palavras o quanto é importante para nossa cidade esta escolha.

O “CIDADÃO FLUMINENSE” torce, reza e espera muito que o resultado seja favorável para todo o povo brasileiro. Pois nenhuma outra cidade é a verdadeira síntese do povo brasileiro. Caso sejamos escolhidos, nossa visibilidade internacional será fantástica. Após a Copa do Mundo de 2010, praticamente toda a mídia internacional terá como tema central a cidade do Rio de Janeiro, devido a Copa de Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

O “CIDADÃO FLUMINENSE” tem como um de seus principais compromissos, enfatizar e recuperar a importância do Fluminense Football Club no desenvolvimento do futebol e dos esportes olímpicos em nosso país ao longo do século XX. Nenhum outro clube teve tamanha participação na história dos esportes no Brasil como o nosso querido Fluminense.

Vamos torcer! Vamos rezar! Chegou a nossa hora! É a vez do Rio! Viva a nossa paixão! Viva o Rio de Janeiro! Viva o Fluminense! Viva o Brasil!

Saudações Tricolores

Lata d'água na cabeça?

Ontem, o Fluminense viveu mais um dia de vergonha promovido pela incompetente e medíocre gestão Roberto Horcades. O fornecimento de água da sede das Laranjeiras foi cortado pela CEDAE.

O Vice-presidente Administrativo Aílton Ribeiro disse que a conta de água foi paga ontem, mas a CEDAE não confirmou o pagamento. Mesmo que a conta de água tenha sido paga, após a publicidade da notícia do não pagamento, isto não diminui a vergonha causada pelo fato.

No Maracanã conversando com alguns funcionários do Fluminense, antes da partida contra o Alianza Atlético, percebemos a insatisfação entre eles, que ameaçam fazer greve a partir de hoje se não receberem pelo menos um dos dois meses de salários atrasados. Estes fatos, que envergonham toda a torcida tricolor e o quadro associativo do Fluminense demonstram a tamanha mediocridade da gestão Roberto Horcades.

Saudações Tricolores

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vocês estão com o Horcades?

Nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, será realizada mais uma reunião dos grupos políticos de oposição do Fluminense, no Edifício Flex Center, no Largo do Machado. Pelo que parece, eles não andam falando a mesma língua já faz algum tempo. Os grupos reunidos serão: Flusócio, Pavilhão Tricolor, Ideal Tricolor e Tricolor de Coração.

Flusócio e Pavilhão Tricolor possuem atuação destacada na internet. Ideal Tricolor e Tricolor de Coração participam mais ativamente da vida dentro do clube. Flusócio e Ideal Tricolor possuem representantes no Conselho Deliberativo do Fluminense atualmente. Pavilhão Tricolor e Tricolor de Coração não possuem membros no Conselho Deliberativo.

Para muitos da oposição e da situação, a “dupla dinâmica” do comando do futebol tricolor, Ricardo Tenório e Mário Bittencourt, significam o grupo Flusócio fazendo parte da gestão Horcades. Flusócio e Pavilhão são contra o impeachment de Horcades. Ideal Tricolor e Tricolor de Coração participam ativamente do movimento que pretende impedir o presidente Horcades de continuar no cargo.

Isto tem criado indisposição de ambas as partes. Membros da Flusócio e do Pavilhão tem demonstrado insatisfação por um documento que circula pelo clube e que domingo circulou no Maracanã, assinado por “Oposição Unida”. Ao mesmo tempo, membros do Ideal Tricolor e do Tricolor de Coração, tem feito a seguinte pergunta aos outros dois grupos: “VOCÊS ESTÃO COM O HORCADES”???

Sabemos que alguns integrantes do Ideal Tricolor e Tricolor de Coração terão que tomar alguns comprimidos de “Engov” para comparecerem nesta reunião. Pois segundo eles, farão isto por questão de educação. Porém, só farão questão de perguntar aos integrantes da Flusócio e do Pavilhão: “VOCÊS ESTÃO COM O HORCADES”???

Saudações Tricolores