quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reflexões sobre a Unimed

É necessário e urgente, neste ano em que termina o contrato do Fluminense com a Unimed que se façam algumas reflexões. Esta relação que já tem a duração de 10 anos existe desde 1999. O fato é que a Unimed, já não é a unanimidade de anos anteriores e o número de críticos em relação a ela aumenta a cada dia.

O que será do futuro do Fluminense sem a Unimed em relação a Xerém? NADA! Pois, a Unimed está há 10 anos com o clube e nunca botou um centavo em Xerém. E o que será do Fluminense e os Esportes Olímpicos sem a Unimed? NADA! Pois, a Unimed não coloca um centavo nos Esportes Olímpicos do Fluminense. E o que será do Fluminense socialmente sem a Unimed? NADA! Pois, a Unimed nunca patrocinou uma festa das crianças, aniversário do Fluminense, reveillon, peça de teatro ou lá o que seja.

Mas é bom que se lembre que todas as categorias de base de Xerém, por contrato, são obrigadas a usar uniformes com o nome da Unimed. E é bom que se lembre que, existiu a notícia de que a Unimed poderia investir nos Esportes Olímpicos do Botafogo Futebol e Regatas. A Juliana Veloso atleta olímpica tricolor dos saltos ornamentais chegou a solicitar patrocínio e a Unimed não quis patrocinar. O Futsal, Volei, Basquete, Xerém, todos usam Unimed em suas camisas e ninguém ganha um centavo. A Unimed só coloca dinheiro no futebol profissional. E o resultado é esse aí.

Muitos dizem, “ruim com ela, pior sem ela”. Qual é a preocupação de alguns tricolores num cenário sem a Unimed? Muitos dizem que será o caos! Mas a Unimed não é a única empresa existente no Brasil. O Fluminense não pode ficar escravo de uma empresa, existem milhares de empresas no país. E essa balela que o Celso Barros é tricolor já se esgotou. Nem criancinha de cinco anos acredita mais nesta história. Só otário ou alguém mal intencionado!

Muitos não aceitam discutir a relação com o Fluminense e questionar a Unimed. Muitos dizem que o problema é o presidente Horcades. O que também não é verdade! É muito fácil colocar a culpa apenas no presidente do Fluminense. É fácil e conveniente!

Celso Barros recentemente deu uma declaração muito infeliz dizendo que: “Estou com o Fluminense desde a terceira divisão!” Ele não está fazendo nenhuma caridade para o Fluminense e muito menos ao dizer isto. Se ele entrou com sua empresa para patrocinar a equipe de futebol do Fluminense, em 1999, quando estávamos na terceira divisão, é porque ele fez seus estudos econômicos e viu que era (e muito) vantajoso economicamente para sua empresa lançar-se no mercado associada ao Fluminense (mesmo na terceira divisão). E todos nós tricolores nos lembramos muito bem disso, ele não precisa recordar. O Fluminense Football Club dispensa apresentação, enquanto que a Unimed, em 1999, era uma ilustre empresa desconhecida. Por trás deste discurso existe uma tentativa de manipulação que é manifestada por uma “chantagem emocional”.

Algumas das contratações do sr° Celso Barros foram simplesmente bizarras. Já tivemos muitos jogadores e algumas contratações bombásticas que davam mídia para a Unimed. Mas se tornaram um verdadeiro fracasso em matéria de competitividade e espírito de equipe. E qual foi o resultado nestes 10 anos de parceria??? O resultado foi o pior possível!

É só compararmos o que ganhamos nestes 10 anos e o que ganhou o nosso maior rival, o Flamengo. De 1999 pra cá, o Fluminense ganhou o campeonato carioca de 2002 e 2005. Mas aí, alguns dirão: “Ganhamos a Copa do Brasil de 2007. Um título nacional que não ganhávamos há 23 anos!” É, mais o Flamengo também ganhou uma Copa do Brasil em 2006. E se falar em campeonato carioca, o Flamengo neste período foi campeão carioca em 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009. E o pior de tudo, na vigência do milionário contrato da Unimed com o Fluminense “perdemos a hegemonia de títulos do Rio de Janeiro” para o Flamengo.

Quem é a pessoa responsável pelo patrocínio do Flamengo? E do Vasco? E do Botafogo? E do Palmeiras? E do Corinthians? E do Santos? E do São Paulo? E do Cruzeiro? E do Atlético Mineiro? E do Internacional? E do Grêmio? Ninguém sabe! Mas o responsável pelo patrocínio do Fluminense, todo o Brasil sabe, chama-se CELSO BARROS. Este senhor chegou até a ocupar um cargo na diretoria do Fluminense. Ou seja, as relações entre o Fluminense e a Unimed tornaram-se muito confusas (para não dizer promíscuas) prejudicando a instituição, embora deva ter feito muito bem para certas pessoas físicas.

Celso Barros desmoralizou completamente o presidente Horcades, quando trouxe de volta Renato Gaúcho e Branco. E porque esta fixação do Celso Barros em nomes como Renato Gaúcho, Branco e Leandro Amaral??? É só amizade??? Quanto carinho, né??? Ou será que existem outros interesses por trás dessa conversa fiada de amizade??? Dá até pra desconfiar! E também dá para desconfiar o fato dos contratos dos jogadores do Fluminense com a Unimed nunca terem sido levados ao Conselho Deliberativo do Fluminense Football Club para que os conselheiros tricolores possam apreciar estes “misteriosos contratos”. Dá até pra desconfiar, não?

Sobre o Renato Gaúcho, o presidente Horcades chegou a declarar: “Enquanto eu for presidente do clube, o Renato Gaúcho não trabalha mais no Fluminense!” É uma submissão total! Neste momento, já estão em conversações por mais quatro anos de renovação de contrato com a Unimed. O que seria uma “grande armadilha” (ou tramóia, como queiram) contra o futuro presidente do Fluminense. O mandato do presidente Horcades (se não sofrer o impedimento amanhã) termina em novembro de 2010. Portanto, porque Horcades tornou-se escravo e vassalo da Unimed, não pode fazer o mesmo e acorrentar o futuro presidente do Fluminense com a Unimed. E como ficam os candidatos apresentados ao cargo de presidente do Fluminense??? Todos devem escancarar as suas relações com a Unimed. Não basta apenas defenderem a permanência da Unimed como a única solução.

O correto é, caso o presidente Horcades renove o contrato com a Unimed, fazer um contrato que não prejudique as ações do futuro presidente do clube. Ou seja, um contrato que termine no final de 2010, quando termina seu mandato. Ou no máximo, no início de 2011, para que o futuro presidente do Fluminense possa negociá-lo caso tenha interesse.

A Unimed nesses 10 anos cresceu! Fez muito bem o seu dever de casa. Hoje possui mais de 16 milhões de clientes, número superior ao número que se calcula de torcedores do Fluminense no Brasil, 10 milhões segundo algumas pesquisas. Possui um orçamento anual próximo de R$ 2 BILHÕES DE REAIS.

E muitos ainda não devem saber, mas a Unimed está lançando um novo produto no mercado, o cartão de crédito “Viva Unimed”, com a bandeira Mastercard, o primeiro de uma operadora de saúde no Brasil. A perspectiva de Celso Barros é chegar a 2 milhões de cartões de 3 a 5 anos. O produto atrelado ao tema bem-estar dará descontos em academias, medicamentos, acumulará pontos, dará direito a check-ups. Celso Barros estuda a possibilidade de também incluir nos benefícios alguns procedimentos estéticos não cobertos pelos planos.

E é lógico que, sobre a possibilidade de impedimento do presidente Horcades a Unimed só pode ser contrária. Imagina perder o presidente Horcades que pode ser completamente manipulável??? E principalmente, numa renovação de contrato. Imagina alterar o panorama político tricolor e entrando alguém no poder do Fluminense, que não queira se submeter aos comandos do todo poderoso senhor Celso Barros???

E recentemente, Celso Barros ao ser perguntado pelo Globoesporte.com sobre a possibilidade da Unimed abraçar a causa do ex-ídolo tricolor Washington, apesar de todo poderio econômico da patrocinadora do Fluminense, ele preferiu tratar o assunto com precaução. Celso Barros não confirma ajuda a Washington que tem uma doença grave e disse: “Estamos analisando”.

Mas o Washington pode contar e sempre contará com o apoio da fantástica e maravilhosa torcida do Fluminense que se organizou e criou o “Washington Day” uma ação inédita no Brasil. O “Washington Day” proporcionou uma renda de R$ 63.387,45, o que dá uma média de mais R$ 1,00 REAL por cada torcedor presente ao jogo entre Fluminense e Atlético Paranaense, que deu um total de 55.030 presentes. A torcida do Fluminense é sensacional! E ainda tem gente que diz que Celso Barros é tricolor.

Saudações Tricolores

5 comentários:

  1. Independentemente de ser a favor ou contra a Unimed, parabéns pelo artigo que vai direto na ferida. Você fala coisas que muita gente não gosta de falar, quanto mais botar no papel.

    Acho que esse é o papel principal do seu Blog. Cabe então a cada tricolor refletir e pensar bastante para então formar sua opinião.

    O valor que a Unimed paga ao Flu é bom? É excelente! Pelo que ouvimos por aí, nada mais nada menos, que o maior patrocínio do Brasil. Mas por que a Unimed não simplesmente dá uma bolada mensal ao Flu, e clube aplica como quiser? Ora, porque gastar tudo num Romário, num Edmundo, num Felipe, num Leandro Amaral, num Fred, dá mais Ibope, claro, e assim a marca aparece mais. E apenas depositar o dinheiro em Xerém, esportes olímpicos, sede do Flu, não dá tanta visibilidade, ou muito pouca se comparada a grandes estrelas.

    Essa é a grande realidade.

    Acredito que o ideal é um meio termo. Claro que a infra-estrutura do clube é essencial, mas é inegável que é bom ter estrelas no time. Atrai torcida e publicidade não só para o patrocinador, mas para o FFC também. Mas claro, não adianta ter estrelas sem ter um mínimo de estrutura no clube, principalmente um CT no caso do futebol, além dos outros casos já citados acima.

    Agora, será que o Celso Barros aceitaria rever seus conceitos? Duvido, acima de tudo ele defende a exposição de sua empresa. E aí então, será que valeria a pena bater de frente com os milhares de reais da Unimed? Duvido que o clube (seja qual presidente for) tenha moral de dizer: "a partir de agora eu digo para onde vai o dinheiro. Você apenas deposita na minha conta e ponto final."

    O debate está lançado. A ferida está exposta, vamos opinar!

    Saudações Tricolores com apenas 5 horas de sono após o jogão de ontem contra o cavalo paraguaio.

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  2. Muito bom para refletirmos sobre como a unimed é uma empresa sem escrupulos e voltada integralmente para a sua lucratividade, em 1999 esta empresa de planos de saude não era absolutamente nada, se não fosse o nosso amado Fluminense...
    FORA UNIMED, FORA CELSO BARROS, FORA HORCADES FANTOCHE

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  3. Rogério Pecegueiro19 de novembro de 2009 18:46

    Uma coisa podia ser falada: sobre o boicote da Unimed, na pessoa de Celso Barros, ao técnico Parreira, parando de pagar em dia os salários de seus "patrocinados".

    Uma coisa é justificar a demissão do Parreira pela incapacidade de comando no time. Outra é a patrocinadora jogar seu assistido na zona de rebaixamento do Campeonato, onde não consegue sair até o dia de hoje, para conseguir i intento de derrubar o Parreira. E depois, só volta a pagar quando parreira sai e coloca de volta Renato Gaúcho no comando técnico do time e recontrata Branco para direção do futebol, de brinde.

    Será que é preciso o time ir à segundona de fato para reponsabilizar diretamente a Unimed, encabeçado por Celso Barros, por danos ao time na campanha do Campeonato Brasileiro de 2009?

    Rogério Pecegueiro
    super_flu100@hotmail.com
    http:\\idealtrocolor.blogspot.com

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  4. Paulo Cesar de C.Studart20 de novembro de 2009 16:46

    Caro Eduardo

    Parabéns pelas suas "Reflexões"

    Que a Unimed não colocou um centavo em Xerém, é fato.

    Que a Unimed também não dá qualquer contribuição para os espotes olímpicos, também é fato.

    Que a Unimed, apesar de não dar um tostão, para as categorias de base de Xerém e dos demais esportes, obriga que seus atletas usem uniformes da Unimed, também é fato como também o é o Fluminense não poder negociar sua marca com outros patrocinadores.

    O valor pago pela Unimed é ruim? Nào, é claro que não. O que é ruim é a maneira subserviente como Fluminense recebe esse dinheiro. Estamos diante de uma situação em que o patrocinador domina o futebol do clube, com reflexos nos outros esportes. Manda e desmanda, contrata e descontrata. E os resultados são medíocres, tanto esportivos quanto econômicos. O culpado é a Unimed?. Não o culpado é o próprio Fluminense que através de uma gestão equivocada permite que isso aconteça. Os jogadores de Xerém são negociados a preço de banana. É enorme a lista dos jogadores criados em Xerém e que estão espalhados por clubes do Brasil e do Exterior sem que o Fluminense tenha recebido nada ou quase nada, em troca. Esses jogadores eram patrimônio do Fluminense. Certamente o clube perdeu e está perdendo muito dinheiro.

    É claro que não deve existir interesse da Unimed em promover jogadores de Xerem. Renato Gaucho dizia que jogador de Xerém não tem fundamentos. Mas cabe ao Fluminense a defesa de seu patrimônio e, como política obrigatória, o trabalho de valorização profissional desses jogadores. E veja que agora, paradoxalmente, o Fluminense está saindo, como esperamos que saia, da situação crítica por que passa, graças, em grande parte, à escalação dos jogadores formados em Xerém (cujos direitos administrativos foram já, total ou parcialmente, negociados).

    Na verdade, não se conhece o teor do contrato entre o Fluminense e a Unimed. Os membros do Conselho Deliberativo, por mais que reclamem, não conseguem ter acesso a esse contrato ou aos contratos firmados com jogadores dos quais participem a Unimed ou a Trafic.

    A Unimed já conseguiu o que queria: uma exposição enorme na midia que a transformou na maior empresa de seguros médicos do Rio de Janeiro.

    Esperamos que o Fluminense faça a sua parte.

    Saudações Tricolores

    Paulo Cesar de C. Studart

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  5. O artigo é ótimo, parabéns!! No entanto, não vou ficar aqui criticando uma empresa que investe 35 milhões (fora os investimentos indiretos) no Fluminense. É muito fácil falar e criticar. Temos que ter em mente que o Fluminense, socialmente falando, é um clube arcaico, atrasado, com uma política dificil de ser conduzida e além de tudo, completamente endividado. O clube não dá atenção aos seus torcedores, não cuida dele mesmo (com ou sem Unimed). Logo, eu prefiro continuar com 35 milhões no bolso e tentar mudar do que sem o dinheiro e continuar a mudança... Não ser subserviente é interessante... Mas só se pode ser independente quando não existe dívida para pagar... É assim que a banda toca!! Abraço Simplício Luiz - simplicio.santos@camara.gov.br

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