quinta-feira, 14 de abril de 2011

O tapa na cara

Laurent Gbagbo foi humilhado ao ser deposto do poder na Costa do Marfim. Gbagbo estava entrincheirado na residência oficial e se recusava a deixar o poder. Após ter sido preso, Gbagbo levou um tapa na cara.

O nosso querido e imortal Nelson Rodrigues certa vez escreveu sobre “o tapa na cara”. Nelson dizia que o tapa não é apenas um tapa: - é na verdade o mais transcendente de todos os atos humanos. Mais importante que o suicídio, que o homicídio, que tudo o mais.

E Nelson ainda destacaria o som do tapa na cara. Para Nelson de todos os sons terrenos, o único que não admite dúvidas, equívocos ou sofismas é o da bofetada. Nelson dizia que, uma bofetada silenciosa, uma bofetada muda, não ofenderia ninguém, e pelo contrário: - vítima e agressor cairiam um nos braços do outro, na mais profunda e inefável cordialidade. É o estalo medonho que a valoriza, que a dramatiza, que a torna irresgatável.

Pois é, tem gente como Gbagbo, que leva “tapa na cara” na saída. E outros, que levam “tapa na cara” na entrada. O Gbagbo, na Costa do Marfim, perdeu não só o poder, mas também sua dignidade que foi parar na lama (eu disse lama). Mas pelo menos, o Gbagbo levou um tapa na cara, mesmo com o som do estalo medonho, mas não pediu desculpas.

Um comentário:

  1. Pelo que entendi a lama ou as lamas faz mal a saúde.

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