quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DOVAL - "ETERNO ÍDOLO DO FLUMINENSE"

Doval adorava ficar perto da Rua Montenegro na Praia de Ipanema


Um ídolo de futebol é uma coisa muito séria. O ídolo de futebol é eterno. Jamais esquecemos nossos ídolos de futebol. Seus feitos são heróicos, sua conquistas imortais. Os ídolos de futebol (eu disse, "ídolos") são verdadeiros deuses para sua torcida. E nós tricolores temos uma vasta constelação de "eternos ídolos". E muitos deuses.









1976: Trintão, Doval corria e vivia como um menino




















1976: Renato, Carlos Albero Torres, Pintinho, Miguel, Edinho, Rodrigues Neto. Agachados: Gil, Paulo César, Doval, Rivelino e Dirceu.

Em um Clube de 109 anos de muitas glórias e tradições, temos ídolos de muitas gerações diferentes, mas que fazem parte da belíssima história tricolor. E é super importante que as gerações mais jovens, que não tenham tido a oportunidade de conhecer determinado ídolo de uma geração anterior a sua, saiba um pouco mais sobre ele. Pois este ídolo é ídolo do nosso Fluminense. E o que é a insignificância de nossas vidas perto da grandiosidade da história de 109 anos do Fluminense? Nada!








1978: Renato, Miranda, Tadeu, Edinho, Carlinhos, Pintinho. Agachados: Nunes, Kléber, Fumanchu, Mário e Doval.

Neste dia 12 de outubro de 2011, venho falar de um grande ídolo tricolor da segunda metade da década de 1970, NARCISO HORÁCIO DOVAL. O argentino, nascido em 4 de janeiro de 1944 na capital Buenos Aires, que começou a jogar futebol nas peladas de Palermo onde nasceu e morava. E daí para o San Lorenzo. Em 1967, Doval foi considerado um dos melhores atacantes argentinos e inclusive chegando a Seleção Argentina.









1978: Doval, a lenha da Máquina Tricolor


Em 1968, Elba de Páuda Lima, o Tim, eterno ídolo tricolor do tricampeonato carioca de 1938 e do bicampeonato de 1941, estava treinando o time do San Lorenzo. Tim, como técnico foi campeão carioca pelo Fluminense em 1964. Tim ou El Péon, foi campeão metropolitano pelo San Lorenzo em 1968. Tim se tornaria um grande fã do futebol de Doval. E Doval consideraria Tim o melhor treinador que teve. Ainda no San Lorenzo, Tim teria dito para Doval: "Se você for ao Rio, nunca mais vai sair de lá". Com Tim treinando o Flamengo, Doval aceita o convite feito pelo treinador. Em 1969, Doval chega ao Rio de Janeiro.







1977: Doval e as belezas que enfeitavam o bairro de Ipanema








Doval esperando para matar com categoria

Em 1971, com problemas com o técnico Yustrich, Doval volta à Argentina para jogar no arquirival do San Lorenzo, o Huracán. Mas em 1972, com Zagallo treinando o Flamengo, Doval voltaria ao Rio de Janeiro. Neste ano de 1972, Doval foi campeão carioca e artilheiro do campeonato com 16 gols. Em 1974, Doval voltaria a ser campeão carioca pelo Flamengo.








1978: Doval aos 34 anos era um jogador em plena forma

Em 1975, Doval evitava comentar, mas havia um grupo de jogadores que era contra a sua inclusão no time. Porém, muitos sabiam de quem se tratavam: os irmãos Zico e Edu, além de Caio e Luisinho, uma turma forte e que ainda conseguiu a conivência do treinador e de alguns dirigentes. No dia 18 de dezembro de 1975, enquanto Zico casava, Doval mantinha contato com José Lemos, dirigente do Fluminense, aceitando sua ida para as Laranjeiras em 1976. Assim que a transação foi acertada, Doval foi passar férias em Mar del Plata.













Doval jogando vôlei em Ipanema







Laranjeiras em 1976: Rodrigues Neto, Doval, Dirceu e Renato

O Drº Francisco Horta, presidente do Fluminense na época, propôs a seguinte troca com o Flamengo: os tricolores Toninho, Roberto e Zé Roberto iriam para a Gávea, e Doval, Rodrigues Neto e Renato, viriam para as Laranjeiras. Com a transação acertada, Doval declarou animado com o futuro no Tricolor: "No Fluminense, sei que vou jogar onde quero e gosto, ao lado de uma porção de cobras. Gil e eu lá na frente vamos resolver o problema de gols". Para profundo desgosto dos rubro-negros, Doval prometia vestir a vestir a camisa do Fluminense com o mesmo amor que suou a do Flamengo. Prometeu e cumpriu!








O Flu engrenava com os gols do "Gringo"

Doval não demoraria para conquistar a exigente torcida tricolor e tornar-se ídolo no Fluminense. Doval passava integrar a "Máquina Tricolor", considerada um dos melhores esquadrões do futebol brasileiro de todos os tempos. Doval, por ser argentino, seria o único jogador da "Máquina" sem passagem pela Seleção Brasileira, que em 1976 chegou a convocar dez jogadores tricolores. A "Máquina" tinha Rivelino, Paulo César e Carlos Alberto Torres, tricampeões do mundo em 1970, no México.








Narciso Horácio Doval

Em setembro de 1976, em grande fase no Fluminense, Doval declarou: "O Flamengo é mais raça, garra, a torcida empurra o time. O Fluminense é mais técnico, futebol-alegria. Hoje, afirmo sem medo de errar, estou na melhor fase de minha carreira. E o futebol jogado pelo Fluminense enche a vista de qualquer torcedor, seja de que clube for".














1978: Doval e Nunes no ataque do Flu

Faltava um jogo para acabar o campeonato carioca de 1976. E na ocasião Doval e Gil poderiam decidir quem seria o artilheiro do campeonato. Ambos estavam empatados com 19 gols. Eram os tempos da "Máquina". Existia um prêmio em dinheiro para quem fizesse mais gols. Doval faria um trato com Gil. Dividiriam o prêmio caso um dos dois marcasse na partida decisiva contra o Vasco. O Fluminense venceu por 1 a 0 com um gol sensacional de Doval aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, conquistando espetacularmente o bicampeonato carioca de 1976.








1978: Doval carregando a bola com categoria









1976: Doval estava muito feliz no Flu






Doval com o gol do título marcado contra o Vasco se tornaria artilheiro isolado do campeonato carioca de 1976 com 20 gols. Em 1976, Doval recebeu o Troféu Bola de Prata da revista Placar como o melhor centroavante do Brasil. Em 1976, Doval naturalizava-se brasileiro. Doval de fato se considerava brasileiro.








1976: Doval sempre levou vantagem sobre Gaúcho. Flu 3 x 0 Vasco






Doval era apaixonado pelo Rio de Janeiro. Gostava muito de praia. Gostava da beleza das cariocas. Gostava de jogar vôlei. Gostava de ficar em frente à Rua Montenegro (atual Vinicius de Moraes). Doval gostava de passar no Bar Veloso (atual Garota de Ipanema) pra bater papo com os amigos. Doval dizia brincando: "Vou acabar prefeito do Rio. Aí, todo mundo trabalharia dia sim, dia não. Isso é, um dia de trabalho, outro de carnaval".







Doval correndo atrás da bola exibindo toda sua energia e preparo físico













Doval recebeu o Troféu Bola de Prata da Revista Placar como o melhor centroavante do Brasil em 1976

Doval era extremamente profissional, dava tudo de si. Dava a perna numa jogada. Enfiava a cabeça nos pés dos adversários. Não queria nem saber. Para Doval qualquer jogo era "VENCER OU VENCER".









Gringo, maluco, paquerador, índio velho, encarnador, brincalhão, carioca, brasileiro e argentino. Doval em Ipanema conhecia todo mundo, batia papo e marcava encontros - geralmente com as mulheres. O locutor de rádio Waldir Amaral costumava dizer sobre Doval: "O gringo mais carioca que a Argentina mandou para o Brasil".






Entre 1976 e 1979, Doval realizou 143 jogos com a camisa do Fluminense, marcando 68 gols. Dentre eles, o inesquecível gol do título que deu o bicampeonato carioca de 1976. Nessa época, Doval fez muitos tricolores felizes tornando-se um grande ídolo do Fluminense. Especialmente, muitas crianças. Muitas crianças de todas as idades.

Em 1979, Doval voltaria para a capital da Argentina, Buenos Aires, para jogar novamente no San Lorenzo. Em 12 de outubro de 1991, há exatos "20 ANOS", aos 47 anos, após sofrer uma parada cardíaca DOVAL faleceu em Buenos Aires sua cidade natal. Doval foi ídolo no Flamengo e Fluminense, mas era admirado por todas as torcidas cariocas. Alguns torcedores do Flamengo e Fluminense não esquecem o eterno ídolo Doval e continuam a reverenciá-lo, realizando missas em sua homenagem a cada aniversário de sua morte.







1978: DOVAL








DOVAL, o gringo, o argentino que aprendeu a amar o Brasil como ninguém, nos deixou no dia da padroeira do Brasil. DOVAL que levava a vida de maneira alegre, irreverente, feliz, no melhor estilo do povo da cidade do Rio de Janeiro, nos deixou no dia da criança. DOVAL só podia nos deixar num dia como esse, em que o nosso povo está feliz e em paz de espírito.







1977: Como uma criança tricolor poderia não ser feliz tendo Doval como ídolo?







Por tudo o que NARCISO HORÁCIO DOVAL representou para o futebol brasileiro e em especial para o nosso Fluminense, fica a nossa eterna gratidão. O Blog "CIDADÃO FLUMINENSE" faz questão absoluta de reverenciar a memória do nosso querido "DOVAL, ETERNO ÍDOLO TRICOLOR".








Assista o gol espetacular de DOVAL que deu o título do Flu de 1976







http://www.youtube.com/watch?v=xpuezH1tq90








Assista DOVAL no FLUMINENSE - 1976

http://www.youtube.com/watch?v=cGaCwp0DQEU




















"VIVA DOVAL"







'VIVA O FLUMINENSE"







11 comentários:

  1. Prezado Eduardo,
    Como leitor regular deste blog, considero inestimável o serviço aqui prestado à causa da memória tricolor.
    É lastimável não haver iniciativa oficial neste sentido.
    Saudações Tricolores.

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  2. FALA AI PROFESSOR, TUDO BEM? PARABÉNS MAIS UMA VEZ, PELA MATÉRIA VAI AI UMA SUGESTÃO, QUE TAL TENTARMOS ENCONTRAR O FELIZ GAROTO DA FOTO COM DOVAL, TAREFA DIFÍCIL PORÉM POSSÍVEL, QUE PRAZER SENTIRÁ ESSE HOJE SENHOR QUE APARECE NA FOTO COM DOVAL, ACEITA ESSA EMPREITADA, VAMOS TENTAR!!! SUGESTÃO DO ANÔNIMO DESIRÉE ROGÉRIO DE CARVALHO!!!

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  3. Infelizmente, vivemos tempos em que a memória se esvai com grande rapidez... Iniciativas como esta, em que se valoriza a imensurável grandeza de um atleta-herói tricolor, deve ser tão ovacionada quanto o próprio guerreiro Doval. Parabéns por tamanho êxito!!! Do amigo anônimo Ener.

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  4. Boa tarde
    Sem querer cliquei neste bloog, mas não me arrependo pois este Bloog e show' muito legal mostrar a historias de jogadores que deixaram as suas marcas que fizeram historia no Fluminense!

    Saudações Tricolores.!

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  5. SOU VASCAÍNO, MAS RESPEITO TODOS OS CLUBES E ÍDOLOS DO FUTEBOL, E O FLUZÃO É UM CELEIRO DE ÍDOLOS ETERNOS, DESTACO OS MEUS ÍDOLOS TRICOLORES, TIM,ROMEU,CASTILHO,E AQUELA MÁQUINA DE 1975 76, EM QUE DOVAL ERA PEÇA BRILHNATE.
    CLOVIS RIBEIRO.

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  6. Meu nome é Salomao. Em 1975 eu estava com 17 anos, era um torcedor fanático do meu querido Flusão, naquela época eu tinha que ouvir os jogos do meu querido clube no rádio, pois, como tenho cinco irmãs abria mão da tv, era voto vencido. Que tempo bom aquele! Como era maravilhoso escutar a voz do Waldir Amaral, narrando o jogo. Valeu meus amigos

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  7. DIA 04/11 FOI ANIVERSARIO DELE FARIA 68 ANOS.SERIA UM COROA ENXUTÃO
    SAUDADES SEMPRE!

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  8. Amigo, fiz a redação do verbete dele na wikipédia. Fico contente em ver o artigo como uma boa referência. E as fotos que colocaste são maravilhosas, uma pena não poder usá-las na wiki; as argentinas estão lá porque ficam livres depois de 25 anos de tiradas e de 20 de publicação...

    Eu, do meu lado, sou flamenguista, mas tive todo o cuidado no relato da grande passagem do gringo pelo Flu. Eu tinha só dois anos quando ele morreu. A importância dele? Com Zico, fez meu pai ser Flamengo. E, por tabela, a mim também, haha.

    Grande abraço!

    Caio Brandão da Costa

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  9. Marcelo Baambino Lombardini29 de janeiro de 2012 às 11:38

    Un abrazo enorme desde la Republica Argentina, lasttima que no estas para dartelo personalmente, siempre estaras en mis recuerdos.-

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  10. Parabéns,
    Doval foi e sempre será um grande idolo tricolor.
    Abraços

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  11. que saudades daquele tempo que o maracanã botava 180 mil pessoas para ver um jogo , assisti muito com o maracanã lotado o doval jogando que saudades daquele tempo .

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