quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OLHO VIVO NO PETER!!!

O jornal OLHO VIVO – “O mensageiro da verdade”, realizou uma importante matéria sobre a situação financeira do Fluminense. A matéria baseou-se no depoimento do contador Milton Borges, que se associou ao Fluminense em 1973. Milton Borges pertencia ao grupo Flusócio e apoiou o presidente Peter Siemsen em suas duas campanhas presidenciais, em 2007 e 2010.  O jornal OLHO VIVO é semanal. E é presidido pelo jornalista Luiz Orlando Baptista.
A matéria com Milton Borges está no número 6 do jornal, de 31 de julho a 6 de agosto de 2012. O título da matéria é: “FLUMINENSE PODE ‘ DAR A MÃO’ AO VASCO. ROMBO NO ORÇAMENTO TRICOLOR DE 2012 É DE R$ 97 MILHÕES DE REAIS. Quem denuncia é MILTON BORGES, perito judicial, ex auditor big four e sócio do clube”. Veja a matéria abaixo:


A “abertura da caixa preta” do Vasco e a consequente “quebra da blindagem vascaína” que protegia a “podridão” política e administrativa que existe, hoje, em São Januário, começa a se alastrar para os outros grandes clubes , tal qual o efeito da devastador que a PRIMAVERA ÁRABE vem promovendo nos Países da região mais conflitante do mundo. A editoria do OLHO VIVO entrevistou o Contador Milton Borges, sócio do Fluminense desde 1973, número 49193, e que durante 6 anos trabalho nas duas campanhas políticas à presidência do clube, do atual presidente, o advogado Peter Siemsen. Ele, que é PERITO FORENSIC ACCOUNTANT, e que foi auditor BIG FOUR, revela, em todos os seus detalhes, a situação atual do clube das Laranjeiras e fará, partir do próximo número, uma análise pormenorizada dos dois orçamentos da administraç ão Peter (2011 e 2012), além do último balanço. “Eu e meu grupo, fizemos 6 anos de campanha para o PETER porque ele se candidatou por duas vezes – na  primeira, perdeu para o Horcades e, na segunda, conseguiu ser presidente. Nosso grupo de atuação pró PETER chegou a ter mais de 300 membros e, hoje deve estar reduzido a um pouco mais de 100. Quando nós percebemos que a única maneira de ganhar as eleições era colocar mais sócios, criamos o SATT – Serviço de Atendimento ao Torcedor Tricolor  e levamos, aproximadamente, 2.000 novos associados para o nosso clube. Sou Perito judicial e já fui auditor da Deloitte, fui sócio da Domingues & Pinho – Contadores, um dos mais conceituados escritórios de contabilidade da cidade. Como eu, muitos já estão se afastando do PETER, muito embora não fossem da FLUSÓCIO: Marcelo Cheniaux, José Mohamed (ex-vice administrativo), e Danie l Hora do Paço, meu companheiro da Fluturo – Associação dos Torcedores do Fluminense.
Eu sempre fiz muita análise dos balanços do Fluminense, desde a administração do Horcades. O SATT, como já citei, trouxe sócios do Brasil inteiro. Eu fui, também, tesoureiro da Flusócio, portanto, conheço muito bem todo o assunto, além de ser frequentador assíduo do clube. A Flusócio, quando entrei, era constituída, na sua maioria, por associados oriundos da VANGUARDA TRICOLOR, posteriormente o grupo se renovou. Toda a insatisfação com o PETER decorre do fato dele ter, reiteradas vezes, dito que a princípio não se envolveria com o futebol, nem com esportes olímpicos.
Que a sua preocupação seria com a parte financeira.
Pressionado pela Flusócio, o que fez ele, então... Mudou o rumo e o cargo de vice presidente de futebol foi um dos últimos a serem ocupados porque ele fez questão de aprovar o nome do Alcides Antunes contra a vontade da Flusócio. Enquanto ele, PETER, “quebrava lanças” para aprovar o nome de Alcides Antunes, descobrimos que o Antunes movera um processo antigo contra o Fluminense. “No apagar das luzes” da administração passada, houve, então, um acordo entre os dois – o ex-presidente Horcades e o Alcides Antunes – para que a questão fosse liquidada. A Flusócio quis saber que tipo de acordo foi aquele e o que isto significaria para o clube. O tema caiu no esquecimento e o PETER conseguiu convencer a Flusócio a aprovar o nome de Alcides Antunes para ser o vice presidente de futebol. No dia seguinte a esta aprovação, o, h oje, tesoureiro, Fábio Dib, revelou que estava com cópia do processo e posteriormente me entregou para que eu fizesse um levantamento do assunto. Eu analisei a causa e montou-se um COMITÊ DE ADVOGADOS DA FLUSÓCIO. Depois disto, encaminhou-se o laudo e o parecer para o Jackson Vasconcelos, que foi colocado, pelo PETER, para ser seu “braço direito”, numa espécie de PRESIDENTE DE FATO DO FLUMINENSE, ao invés do encaminhamento ter sido feito ao PETER, o PRESIDENTE DE DIREITO DO FLUMINENSE. Logo a seguir, foi entregue ao CONSELHO DELIBERATIVO para uma investigação. A verdade é que houve um acordo definitivo que não se sabe, ao certo, que tipo de acordo foi este porque O PROCESSO FOI ARQUIVADO. Essa dúvida, para com o Alcides Antunes, vinha desde a época do do gol de barriga do Renato Gaúcho (1995) e foi contratada uma auditoria da DELOITTE que concluiu ser a maioria das despesas não suportadas por documentação hábil, portanto, a dívida seria bem menor.
Quando o Alcides Antunes resolveu executar esse débito, coloquei, no meu laudo pericial, que o clube poderia ter se defendido melhor e não o fez. Entendo que poderia ter embargado os cálculos da Execução, ou utilizado o relatório da auditoria como defesa.
Quando o clube foi intimado, o advogado respondeu que a agremiação não possuía o dinheiro para pagar e ofereceu bem a penhora. O Fluminense passou de 3 a 4 anos pagando, uma dívida que era retirada, direto, do borderô de arrecadação. Resultado: o Fluminense acabou pagando muito mais do que deveria ter pago. A multa atribuída era exorbitante: 10% ao mês. É como já comentei e confirmo: o Fluminense poderia ter se defendido melhor nesse processo movido pelo Alcides Antunes. Pergunto: quem era o vice presidente jurídico do Fluminense na época deste caso do Alcides Antunes... Borges me responde: PETER SIEMSEN. Quem assinava as petições era o Mário Bittencourt, seu fiel colaborador.  Acredito que quando ele viu o meu laudo, desistiu de continuar pedindo minha colaboração. Eu recebi, inclusive, um email do Cheniaux onde ele escreveu que não havia CARGO, pra mim. Então respondi que nunca havia pedido emprego no Fluminense. Desde este episódio, saí da FLUSÓCIO e me afastei da parte política do clube. Passaram-se um ano e meio e vem a primeira prestação de contas do PETER e, atendendo a um pedido do conselheiro Rogério Doval, eu tive, apenas, três dias para analisá-la antes da reunião para sua aprovação. Quando eu vi esta prestação de contas, minha decepção foi total. Tudo o que o PETER pregou, nos seis anos anteriores, estava, ali, de uma forma contrária a essa pregação. Ou seja, o PETER fez tudo igual aos anos anteriores à sua administração. Veja bem: o clube, com o PETER, voltou a estourar o orçamento, na análise que eu fiz, da mesma forma como acontecera com o Horcades, que teve suas contas reprovadas por este motivo.
Que fiz eu, então... mandei minha análise para os 650 sócios cujos emails eu os tenho cadastrados. Aí, se deu uma “baita” discussão que ficou, apenas, restrita aos sites do Fluminense. Eu fui acompanhar a reunião do Conselho Deliberativo para a aprovação das contas do PETER e quando este passou por mim, veio me “esculhambar” dizendo que eu lhe havia pedido emprego. O que eu fiz, foi o que sempre foi feito com relação as prestações de contas de exercícios anteriores. Como essa análise é prejudicial ao atual presidente, todos querem protegê-lo.
Depois deste fato desagradável, mandei um email para o PETER avisando que eu ia processá-lo pelo que ele, PETER, me acusou. Saí de sócio do clube, mas resolvi não ir adiante com o processo. Vou mostrar que a situação do Fluminense não é essa maravilha que andam pintando por aí. Muito pelo contrário: está cada vez pior. Fiz levantamentos, planilhas e o problema reside TODO NO ORÇAMENTO DO CLUBE. O DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO É, EXATAMENTE, DE R$ 97.244.000,00 (NOVENTA E SETE MILHÕES, DUZENTOS E QUARENTA E QUATRO MIL REAIS). Quanto à dívidas, que eu as tenho todas anotadas, com precisão, só ao ex-goleiro, MURILO, o Fluminense deve R$ 10.000.000,00 (DEZ MILHÕES DE REIAS)  e ao treinador Oswaldo de Oliveira, que está no Botafogo, o Fluminense deve R$ 3.500.000,00 (TRÊS MILHÕES E QUINHENTOS MIL REAIS) e ao jogador Alex Oliveira, o clube de Álvaro Chaves deve R$ 6.200.000,00 (SEIS MILHÕES E DUZENTOS MIL REAIS).
A entrevista com o perito judicial e ex-auditor sócio do Fluminense, Milton Borges, continuará na próxima edição, bem como começaremos a publicar toda a sua grande e minuciosa análise sobre a atual situação financeira do clube das Laranjeiras.                      




8 comentários:

  1. Estamos pegando o fio da meada. Estaremos diante de um "Novo caso Docas".

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  2. Caro Milton, se serve como consolo, você não foi o único a "pedir emprego". Esta é uma expressão que eles usam contra todos que não aceitaram seus métodos de cooptação.

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  3. André Magalhães2 de agosto de 2012 19:40

    Peter é reincidente em lesar o clube, no mínimo por omissão, como no caso DOCAS. Chegou a hora de alguém averiguar melhor nosso dpto jurídico.
    Quem lucrou com a saida do ato trabalhista? A ética tão decantada pela Flusócio permitiria que advogados do clube ganhassem dinheiro com essa irresponsabilidade? No "Caso Docas " o vice presidente também era Peter, e o que aconteceu? O clube foi julgado à revelia.Salvem o Fluminense pelo amor de deus.

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  4. Olho vivo no sr. Mohamed também ! tremendo traira que planta notas diariamente na coluna De Prima.

    Acho que a pessoa tem que ter o mínimo de hombridade e se assumir oposição ao invés de ficar de segredos pelos cantos, e participando de reuniões de sócios para abaixo assinado de impeachment pro demora na substituição do vice.

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    1. Suas palavras refletem o despreparo que toma conta dos que insistem em não ver o óbvio, e dão sustentação definitiva à necessidade premente do expurgo do presidente de fato com o pedido de impedimento do presidente de direito.
      ST
      Cosenza

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  5. Caros Tricolores,

    Depois de tantas pessoas me ligarem perguntando se eu fiquei maluco, quero deixar claro que eu, o Roberto Brito do Ideal Tricolor que muitos conhecem e que encontram no clube e nos jogos do Fluminense, não sou o "Roberto Britto" que fez o comentário acima. Aliás, nunca ouvi falar desse outro "Roberto" no clube e nem sei se ele realmente existe.

    E quem me conhece bem sabe que eu jamais faria um comentário leviano contra uma pessoa que é, independente de qualquer coisa, totalmente do bem, que ajudou muito o clube e que sempre coloca os interesses do Fluminense em primeiro lugar como o querido José Mohamed. Só quem fala mau do Mohamed é quem não o conhece!

    Saudações Tricolores,

    Roberto Brito
    Sócio do clube e membro do Ideal Tricolor

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    1. Sábias e dignas suas palavras, Caro BRITO. Quem o conhece, mesmo pouco, como no meu caso, jamais imaginaria serem seus os infelizes comentários do brittttttto. Vida que segue...

      Saudações Tricolores
      Claudio Bruno
      Por Amor ao Fluminense

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  6. Senhores,
    Sou um sócio novo, passei aqui neste blog e li esta discussão.

    Gostaria de entender quem realmente são essas pessoas que assinaram o documento de impeachment noticiada na coluna do Lance. Isso realmente existe? Qual o motivo que alegam para pedir o impeachment do presidente??

    Lazaro Rios

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